Ações do Bolsa Floresta Social e Renda são intensificadas em Mamirauá e Amanã

25 de setembro de 2009 - Em 2009, Bolsa Floresta (componentes Social, Renda, Familiar e Associação) vai investir mais de R$ 6,7 milhões nas Unidades de Conservação do Amazonas

Por Monick Maciel

Escolas, flutuantes para manejo de pirarucu, ´ambulanchas` (atendimento de saúde) e bajaras são alguns dos benefícios que os comunitários da RDS Mamirauã e RDS Amanã receberão em breve, fruto da consolidação das parcerias da Fundação Amazonas Sustentável e das prefeituras dos municípios localizados nessas unidades de conservação. As ações estão previstas nos componentes Renda e Social do Programa Bolsa Floresta, que vai investir, neste ano, mais de R$ 6,7 milhões nas Unidades de Conservação do Amazonas.

No período de 20 a 23 de setembro, o diretor técnico-científico da FAS, João Tezza Neto, acompanhado pelos coordenadores da Regional Solimões I, Rosival Dias, e de Logística, Benjamin Maia, percorreram cinco municípios amazonenses: Fonte Boa, Uarini, Maraã, Alvarães e Tefé. Segundo o diretor, a missão foi importante para estreitar parcerias com as prefeituras e para fazer o acompanhamento das obras do Bolsa Floresta nas UC´s.

“Neste momento, a FAS está intensificando as ações voltadas para os componentes Renda e Social do Programa Bolsa Floresta, visando o fortalecimento da cadeia produtiva e a melhoria da qualidade de vida dos moradores das UC´s”, afirmou o diretor técnico-científico João Tezza.

Em Maraã, flutuante será recuperado e adaptado para o beneficiamento de pirarucu (Foto: Benjamim Maia)

 

No município de Fonte Boa (a 676,51 quilômetros de Manaus), os recursos do Bolsa Floresta possibilitarão investimentos em três ambulanchas, reforma do flutuante para manejo de pirarucu e jacaré, onze bajaras (canoa grande para pesca) e kits de pesca aos moradores.

 

Trabalhadores constroem casa do professor na comunidade do Punã (foto Benjamim Maia)

 Na comuniade do Punã, trabalhadores constrõem casa do professor do Núcleo de Sustentabilidade e Conservação (Foto: Benjamim Maia) 

Está também em construção o Núcleo de Sustentabilidade e Conservação, que abrigará uma escola e outros serviços, na Comunidade do Batalha. A construção será nos moldes do Núcleo de Sustentabilidade Samuel Benchimol, na RDS do Juma, em Novo Aripuanã, que hoje se tornou uma referência nacional. O trabalho no Núcleo está sendo feito com contrapartida da prefeitura, e o prefeito em exercício, José Suedney, reuniu-se com os colaboradores da FAS para definir as ações nos próximos dias. A entrega do Núcleo está prevista para abril de 2010.

Já em Maraã (município a 632,14 quilômetros de Manaus), no dia 22, uma reunião com o prefeito Dilmar Santos Ávila e a diretoria da Colônia de Pescadores do município traçou as diretrizes para a obra do flutuante para manejo de pirarucu, avaliado em R$ 150 mil. Também foram entregues os materiais para a construção dos flutuantes. Ambulanchas também serão entregues no município.

No município de Uariri (a 564,16 quilômetros de Manaus), também está em construção o Núcleo de Sustentabilidade e Conservação na comunidade do Punã, obra realizada em parceria com o prefeito Francisco Togo. Serão entregues aos moradores também três ambulanchas e material de pesca.

Em Uarini, prefeito Francisco Togo, João Tezza e Rosival Dias (FAS) visitam a comunidade (foto Benjamim Maia)

“Esse Núcleo tem um diferencial porque vai trabalhar com o manejo de várzea, manejo de pesca e provavelmente madeira. Esse Núcleo vai mudar a realidade dos moradores porque trata-se de um investimento pesado na educação de jovens e adultos, em parceria com a Seduc (Secretaria de Estado da Educação)”, disse o coordenador da Regional Solimões I, Rosival Dias. Para esse tipo de atividade no Núcleo serão utilizadas as pesquisas do Instituto Mamirauá.

A equipe da FAS, ainda no dia 23, esteve também nos municípios de Alvarães, onde foram realizadas reuniões e entrega do kit associação (computador, impressora, máquina fotográfica e lancha) para a sede da Associação de Moradores e usuários da RDS Mamirauá (Amurmam); e em Tefé, onde a equipe da FAS reuniu-se com os diretores e técnicos do Instituto Mamirauá, instituição co-gestora da UC e parceira da FAS na execução dos programas do Bolsa Floresta, principalmente do Renda e Social. 

De acordo com o coordenador Dias, o corpo técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), responsável pela área de educação, tem interesse em ser parceiro na implementação do ensino nos Núcleos do Punã e Batalha, principalmente na formação de professores e apoio nos conteúdos complementares.

 

SAIBA MAIS:

Até agosto de 2009, o Programa Bolsa Floresta Familiar atingiu o número de 6.144 famílias beneficiadas, o que representa mais de 27,6 mil pessoas. Atualmente, as ações estão em curso em 14 Unidades de Conservação estaduais do Amazonas. A gestão dos serviços ambientais de 35 UC´s estaduais foram delegadas à Fundação.

Componentes do Bolsa Floresta

O primeiro componente é o Bolsa Floresta Renda (BFR) que incentiva a inserção das populações locais nas cadeias produtivas de produtos florestais sustentáveis como óleos, castanhas, madeira, frutas, mel e etc. Os investimentos do BFR equivalem, em média, a R$ 140 mil por Unidade de Conservação ao ano.

O segundo componente é o Bolsa Floresta Social (BFS), destinado a melhoria da qualidade de vida das comunidades com investimentos locais em educação, saúde, comunicação e transporte, componentes básicos para a construção da cidadania dos guardiões da floresta. Os investimentos do BFS equivalem, em média, a R$ 140 mil por Unidade de Conservação ao ano.

O terceiro componente é o Bolsa Floresta Familiar (BFF). É uma recompensa mensal de R$ 50, paga às mães de famílias residentes nas Unidades de Conservação dispostas a assumir um compromisso com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, mantendo a floresta em pé.

O quarto componente é o Bolsa Floresta Associação (BFA), destinado às associações dos moradores das Unidades de Conservação para fortalecer a organização e o controle social do Programa. Os investimentos do BFA totalizam, em média, R$ 2,4 mil por mês para a associação de moradores de cada Unidade de Conservação.
 

 

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