RSe na Mídia: Desejo de ética na política permeia debate sobre sustentabilidade com partidos

12 de maio de 2010 - Um aprofundamento sobre como os partidos políticos estão tratando o assunto sustentabilidade. A frase sintetiza a explicação do vice-presidente do […]

Fonte: Instituto Ethos

Um aprofundamento sobre como os partidos políticos estão tratando o assunto sustentabilidade. A frase sintetiza a explicação do vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo de Itacarambi Leão, à platéia que compareceu ao debate “RSE na Mídia – A imprensa como indutora da sustentabilidade na pauta política”,que abriu a Conferência Internacional 2010 na tarde da terça-feira, 11 de maio. Em formato “roda viva”, foram reunidos representantes de quatro legendas: Carlos Minc (PT), Francisco Graziano (PSDB), João Paulo Capobianco (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que foram entrevistados pelos jornalistas Cristiana Lobo (Globo News), Luciano Martins Costa (Brasil Econômico e Observatório da Imprensa) e Celso Marcondes (Carta Capital).

Durante três horas, o debate se focou na agenda ambiental, com os representantes partidários sendo questionados pelos jornalistas sobre o que planejam os respectivos pré-candidatos – Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Plínio de Arruda Sampaio foi o único postulante presente. Em boa parte do tempo, houve uma discussão polarizada entre os integrantes dos dois últimos partidos a ocupar a Presidência da República – Minc, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula, e Graziano, secretário de Meio Ambiente de São Paulo, nomeado pelo então governador José Serra, companheiro de partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ambos enfatizaram os pontos que julgam positivos em suas gestões, realizados em sintonia com as convicções partidárias, ao mesmo tempo em que fizeram críticas recíprocas. O questionamento mais contundente veio da platéia: “Como trabalhar a sustentabilidade sem ética?”, com referência aos escândalos protagonizados por políticos e à votação do projeto “ficha limpa”, que impede o registro de candidatos condenados por crimes graves.

 

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