Programa de Monitoramento é apresentado pela FAS

4 de julho de 2011 - Os primeiros resultados dos treinamentos para o monitoramento florestal comunitário foram escolhidos pelo Google como referência do arranjo tecnológico

Fonte: Fundação Amazonas Sustentável

A primeira reunião do Grupo de Trabalho de Monitoramento Florestal Comunitário (Forest Community Monitoring Working Group), organizado pelo Google, por meio de seu programa Google Earth.org, ocorreu nos dias 20 e 21 de junho em Washington DC, Estados Unidos.

O grupo tem como objetivo reunir diversas instituições do setor não governamental, acadêmico e privado para alimentar a discussão sobre monitoramento florestal comunitário no âmbito nacional e internacional.

A FAS, a partir do seu coordenador do Programa Internacional, Gabriel Ribenboim e do coordenador de Geoprocessamento, Rafael Valente, participa do grupo entre instituições como: International Institute for Environment and Development, Jane Goodall Institute, Forest Trends, Global Cannopy Programme, Washington University, Idesam, etc. 

Na primeira reunião de trabalho, Gabriel Ribenboim apresentou o Programa de Monitoramento de Desmatamento do Programa Bolsa Floresta e os primeiros resultados da oficina de monitoramento local realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentado do Juma (RDS Juma) no mês de maio. Também foi abordado experiências relacionadas ao tema realizadas em outros países, como: Guiana, Tanzânia e Uganda.

O Programa de Monitoramento da FAS é parte de um grupo de iniciativas da fundação em educação ambiental e utiliza celulares com plataforma operacional Android, desenvolvida pelo Google, e questionários digitais ODK (Open Data Kit) – grupo de ferramentas desenvolvida pelo professor da Universidade de Washington, Gaetano Boriello, que permite a criação de formulários e o agrupamento de dados coletados no monitoramento de campo. Com o Google Fusion Tables, esses dados podem ser especializados, analisados e publicados.

Comunitário da RDS do Juma usa celular para fazer monitoramento florestal

Esse arranjo permite à FAS e aos comunitários, por meio do celular, coletar e armazenar dados, fotos, vídeos e localização geográfica dos focos de desmatamento. Uma vez coletados,os dados são enviados automaticamente por telefonia ou internet para um servidor e analisados pela equipe da FAS em parceria com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) – principal parceiro da Fundação na análise dos dados de satélite para mudança no uso do solo nas Unidades de Conservação beneficiadas pelo Programa Bolsa Floresta – para devidas providências.

A experiência da FAS com esse arranjo tecnológico foi escolhida para demonstrar um caso de monitoramento florestal comunitário e os resultados dos primeiros treinamentos com as comunidades podem ser visualizados no link, que será atualizado constantemente: http://cfm.earthoutreach.org/partner-projects/fas

Segundo Gabriel Ribenboim “em tempos em que muitas questões políticas quanto técnicas sobre o monitoramento florestal estão em plena evolução, essa iniciativa do Google é uma excelente oportunidade para as instituições que trabalham com comunidades florestais poderem expor suas experiências, dificuldades e resultados, contribuindo ativamente para uma melhoria global nessas atividades.”

A maioria das experiências apresentou a necessidade de ajustes nos softwares, aparelhos resistentes ao clima, baterias mais potentes e carregadores solares mais acessíveis. Rebecca Moore, diretora do Google Earth.org, realçou a importância do grupo para guiar o desenvolvimento de aplicativos livres e equipamentos adequados para o monitoramento comunitário.

 

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