Missão na RDS Piagaçu-Purus entrega investimentos do Bolsa Floresta

27 de outubro de 2012 - Nesta missão, investimento em comunidades da reserva totaliza mais de R$ 400 mil

 
Um total de 21 embarcações foram entregues (Kátia Serique/FAS)

Durante todo este mês de outubro, equipes da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) executam uma força-tarefa através do Rio Purus, para levar materiais equipamentos à comunidades que distam mais de 200 km de Manaus. Através dos componentes Renda e Social do Programa Bolsa Floresta (PBF), materiais de construção, 21 embarcações e 24 roçadeiras serão entregues a famílias que residem na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, uma das 15 unidades de conservação (UCs) atendidas pelo programa. A ação totaliza um investimento de mais de R$ 400 mil e deve beneficiar cerca de 4 mil pessoas na reserva.

As entregas atendem solicitações de dois componentes do Bolsa Floresta. Pelo componente Renda, estão em processo de entrega seis despolpadeiras de açaí, materiais de construção e dez canoas de alumínio. Esses materiais devem ser empregados no fortalecimento da economia sustentável dentro da Reserva, através de atividades econômicas que não impactam o meio ambiente, como o extrativismo sustentável e a pesca. Nesta missão, um investimento de R$ 221 mil reais em equipamentos na modalidade Renda será entregue.

Já o componente Social do Bolsa Floresta deve entregar 11 ambulanchas, vários insumos para instalação de redes de distribuição de água, além de materiais de construção diversos, como telhas, pregos e tintas. O objetivo do BF Social é a manutenção dos baixos índices de desmatamento através de investimentos contínuos na melhoria de qualidade de vida das populações ribeirinhas. Iniciada em 11 de outubro, esta força-tarefa entrega investimentos que giram em torno de R$ 200 mil, decididos através das decisões dos próprios ribeirinhos.

Investimento participativo

Todos os materiais e equipamentos entregues no interior do Estado são frutos de uma tomada de decisão comunitária. Através das Oficinas de Definições de Investimentos, realizadas anualmente, os próprios ribeirinhos elencam onde desejam que os recursos disponibilizados pelo Bolsa Floresta sejam empregados. Um dos objetivos desta missão é a promoção desta consulta, já visando o ano de 2013.

“O trabalho dos mobilizadores é levar melhoria de qualidade de vida para os ribeirinhos, através das decisões deles. Essa autonomia faz com que a sustentabilidade atinja na prática cada comunidade”, comenta Kátia Serique, assistente de mobilização do PBF.

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