Governador do Estado do Amapá visita a FAS

15 de abril de 2013 - Visita teve objetivo de trocar experiências no incentivo à geração de renda, conservação ambiental e nas políticas climáticas

 
Camilo Capiberibe conheceu de perto o Programa Bolsa Floresta (PBF), que vem mudando a realidade de centenas de comunidades no interior do Amazonas | Foto: Comunicação/FAS

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, com o objetivo de conhecer as ações executadas, no Amazonas, sobre incentivo à geração de renda, conservação ambiental, políticas climáticas e de meio ambiente, visitou na tarde desta segunda-feira, dia 15, a sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Na ocasião, foram realizadas diversas apresentações com a participação da secretária da SDS, Nádia Ferreira, que abordou a política ambiental no Estado do Amazonas. Depois o secretário da ADS, Valdelino Cavalcante, apresentou o agronegócio com responsabilidade ambiental, por meio dos programas de regionalização da merenda escolar, fortalecimento da cadeia produtiva da borracha e o incentivo à comercialização da pesca manejada. O coordenador geral do Ceclima, João Talocchi, frisou o pagamento por serviços ambientais, especificamente a política sobre serviços ambientais do Amazonas.

O superintendente da FAS, Virgílio Viana, finalizou à tarde de apresentações, desta segunda-feira, com o Programa Bolsa Floresta. Hoje, são 541 comunidades, mais de 8 mil famílias beneficiadas, em 15 Unidades de Conservação estaduais. O programa é o primeiro projeto brasileiro com certificação internacional. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais, promover a manutenção dos serviços ambientais prestados pelas florestas e reduzir o desmatamento.

Virgílio apresentou os quatro componentes do Bolsa, que por família anualmente somam R$ 1.413. O primeiro é a Renda, que investe na ampliação da capacidade da economia florestal sustentável, potencializando e ampliando as atividades já existentes. Os investimentos ocorrem no sentido de facilitar a produção, aumentar a escala e melhorar aspectos da qualidade e comercialização das cadeias produtivas sustentáveis, por meio da produção de cacau, sistema agroflorestais, açaí, pirarucu, castanha-da-amazônia, óleos vegetais, borracha, manejo florestal de pequena escala, turismo de base comunitária. A renda anual por família é R$ 395,80.

O segundo é o Social, o recurso é destinado à educação, saUde, comunicação e transporte, elementos básicos para a construção da cidadania. As ações são prioritariamente desenvolvidas em parceria com os órgãos governamentais diretamente responsáveis por esses objetivos. Entre os principais investimentos decididos pelas comunidades estão lanchas para atendimento emergencial, saUde, construção e reforma de escola, construção de centros sociais, radiocomunicação e transporte comunitário. O valor investido R$ 350 por família anulamente.

O pilar Associação, que tem por objetivo fortalecer a organização associativa e o empoderamento social nas UCs. Garantir o protagonismo das associações de base local é fundamental para solidificar resultados no longo prazo. O processo de envolvimento social passa por investimentos em capacitação, desenvolvimento da liderança, organização administrativa, infraestrutura e equipamentos. A Associação beneficia por família anualmente R$ 67,20.

Por Ultimo, há o pilar Familiar, que garante o pagamento mensal de R$ 50 às mães de famílias residentes nas Unidades de Conservação (UCs) contempladas pelo Programa e que assumem compromissos com a educação, a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. O objetivo do Bolsa Floresta Familiar é realizar recompensa direta às famílias comprometidas com o Programa e paralelamente fortalecer um ambiente de cooperação e credibilidade. São R$ 600 por família anualmente.

Virgílio convidou o gerente do Programa de Educação e SaUde da FAS, Leandro Pinheiro, para uma rápida abordagem sobre os NUcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCSs) que têm o papel de promover e incentivar ações de educação nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs). “A partir deles são ofertadas educação formal e cursos complementares para estudantes do Ensino Fundamental e Médio, além de cursos de capacitação e qualificação profissionais voltados para todo pUblico residente nas UCs, incluindo professores das escolas de Ensino Fundamental I”, explica Leandro.

“Aprendemos muito com a experiência do Programa Bolsa Floresta, a geração de renda e a estratégias modernas de combate ao desmatamento. Somos um Estado que vive muito do funcionalismo e nosso objetivo é fazer a economia se movimentar com a força dos extrativistas, protegendo a floresta e valorizando a nossa gente”, explica o governador do Amapá.

Na manhã desta segunda-feira, Camilo Capiberibe, também visitou a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam). Na visita, o diretor-presidente da Afeam, Pedro Falabella, abordou o sistema de pagamento dos cartões do Programa Bolsa Floresta. Amanhã, o governador do Amapá, juntamente com a superintendência da FAS, estará na RDS Rio Negro, na comunidade de Tumbira, visitando o NCS Prof. Agnello Bittencourt.

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