Investimentos de 2013 do Bolsa Floresta chegam à RDS Uatumã

11 de abril de 2013 - Ribeirinhos ganharam apoio para geração de renda e melhoria da qualidade de vida

 
O Bolsa Floresta apoia a RDS Uatumã desde 2008 | Foto: Alexandre Barbosa/FAS

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã recebeu, em março, investimentos do Programa Bolsa Floresta (PBF). A Unidade de Conservação (UC) recebeu botes de alumínio para facilitar o escoamento do pescado e redes de abastecimento de água, em uma missão que também levantou dados para admissão de novas famílias ao PBF.

Estiveram na missão os assistentes de mobilização e de projetos da FAS, Alexandre Barbosa e Adamilton Bentes, respectivamente. Para favorecer o transporte da produção de farinha e do pescado, o componente Renda do PBF entregou um bote de alumínio com motor de popa. Em 2012, o projeto de piscicultura, no rio Uatumã, liderado por comunitários, ganhou tanques-rede para o cultivo de Tambaqui e Matrinxã, típicos dos rios do Amazonas. A expectativa é comercializar peixes manejados ainda em junho deste ano.

Os ribeirinhos também optaram por investimentos na área social. O Bolsa Floresta entregou materiais para construção de três cozinhas comunitárias, que também foram equipadas com fogões, utensílios domésticos e botijas de gás. O objetivo é melhorar as condições básicas no preparo de refeições em ações ribeirinhas, como reuniões, festejos e oficinas. A comunidade Deus Ajude o Boto ganhou uma ambulancha, para transporte médico de urgência. Pelo PBF, já foram entregues 14 embarcações com essa na RDS.

Os comunitários também receberam 1500 metros de cabos e equipamentos para a distribuição de energia elétrica em todas as habitações de Jacarequara, outra comunidade da reserva. Todas as vinte casas contarão com rede de distribuição de água, por meio do Bolsa Floresta Social.

“Esses projetos fortalecem a cadeia produtiva desse rio. O pescado é uma das principais atividades que movimentam a economia daqui. Já as cozinhas tornam os festejos e outras ações comunitárias mais organizadas. Com as ambulanchas, o ganho com saUde é grande. Fica mais fácil levar ajuda”, comenta Alexandre Barbosa, que acompanha as atividades na reserva desde 2008.

Os rádios também têm favorecido para minimizar o isolamento e facilitar a logística nas UCs. Antes como explica Iraci Cleide Oliveira Ferreira, presidente da Associação Agroextrativista da RDS Uatumã, “era necessário fazer os avisos pessoalmente utilizando as voadeira”. Hoje as 20 comunidades da RDS possuem rádio, beneficiando 394 famílias, favorecendo 1.429 pessoas.

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