Inovação tecnológica permite que UCs atendidas pelo Bolsa Floresta ganhem reforço no monitoramento

21 de maio de 2013 - Programa liderado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) utiliza tecnologia e participação comunitária

 
Celulares smartphones auxiliarão monitoramento em Unidades de Conservação (UCs) | Foto: Comunicação FAS

Uma inovação que reUne tecnologia e saber comunitário pretende ser mais um aliado na conservação das Unidades de Conservação (UCs) atendidas pelo Programa Bolsa Floresta (PBF). O PPDUC, Programa de Monitoramento Participativo do Desmatamento e Degradação Florestal nas Unidades de Conservação do PBF, permite aos ribeirinhos informarem dados detalhados sobre o uso do solo nas reservas, aumentando significativamente a eficiência no monitoramento do serviço das florestas. A expectativa é qualificar os dados de desmatamento e melhorar o conhecimento sobre a dinâmica da utilidade do solo nas UCs do PBF.

O PPDUC utiliza uma ferramenta desenvolvida pela Google e a Universidade de Washington, o Open Data Kit ?? ODK. Por meio desta ferramenta a FAS contará com uma rede colaborativa de monitoramento, em que os comunitários e parceiros poderão registrar com um simples smartphone dados de desmatamento e degradação nas reservas, indicando informações sobre atividade, localização e causa do desmate. Eles reforçam os resultados obtidos pela analise de imagens de satélite por meio da parceria como Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) e a FAS. “Dessa forma, além dos dados recebidos via satélite, as UCs ganham informações de pessoas que estão vivenciando seu cotidiano”, comenta Rafael Salles Valente, coordenador de geoprocessamento da FAS.

Reunião em Manaus

O auditório Lidia Parisotto, na sede da FAS, sediou na Ultima segunda-feira (20) a Reunião de Apresentação de Resultados e Reciclagem do PPDUC. Participaram do evento os mobilizadores da FAS e colaboradores do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC). Além de relatar os primeiros resultados da iniciativa, a oficina discutiu pontos relevantes relacionados ao trabalho de monitoramento desenvolvido nas UCs.

O consultor da FAS Rafael Salles viajou de Belém para Manaus com o apoio da TAM | Foto: Comunicação/FAS

O consultor da FAS Rafael Salles viajou de Belém para Manaus com o apoio da TAM | Foto: Comunicação/FAS

O PPDUC está divido em três componentes. O primeiro, PPDUC Desmatamento e Degradação, apresenta os resultados obtidos pela parceria com o IMAZON nas reservas do Bolsa Floresta, com o objetivo de quantificar anualmente o desmatamento líquido e gerar alertas para qualquer atividade que não esteja prevista no acordo de compromisso do PBF e nos planos de gestão das UCs.

O PPDUC Comunidades, segundo componente, pretende gerar um banco de dados sobre a dinâmica do uso do solo com informações geradas e analisadas em conjunto com as comunidades. Além de empoderar os comunitários, o objetivo é oferecer subsídios à gestão territorial, implementação de programas de manejo, e a promoção da disseminação do conhecimento na própria reserva.

O Ultimo componente, o PPDUC Queimadas, tem por finalidade gerar alertas mensais para ações rápidas de mitigação, apoio e fiscalização com dados provenientes diretamente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

“Um dos ganhos mais significativos do PPDUC é a participação comunitária. Os comunitários participam ativamente desse processo. ? uma via de mão-dupla: eles ajudam na qualificação do desmatamento e têm mais informações para a gestão territorial da reserva”, comenta Victor Salviati, coordenador de projetos especiais da FAS.

O Programa pretende gerar relatórios mensais e um anual. As regionais da Fundação, que coordenam áreas específicas do Bolsa Floresta no Estado, ganharam aparelhos smartphones para início dos trabalhos.

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