Fundação Amazonas Sustentável participa da COP 19, em Varsóvia

12 de novembro de 2013 - Fundação está com equipe na Polônia e espera definição sobre a metodologia e financiamento do mecanismo REDD

 
Cerimônia de abertura da COP 19, na Polônia | Foto: cop19.gov.pl

Começou ontem (11/11) em Varsóvia, na Polônia, a 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19). O evento tem como objetivo promover a negociação entre líderes de mais de 190 países para mais um passo rumo ao acordo climático internacional que irá vigorar após o Protocolo de Kyoto a partir de 2015. Entre outras temas abordados, está a definição da metodologia e formas de financiamento do mecanismo REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) estará com uma equipe no evento para acompanhar esta agenda, uma das expertises de sua atuação na Amazônia.

“Desde a primeira participação da FAS em COPs, coincidentemente também na Polônia, em Poznan (2008), temos defendido a urgência da inclusão do REDD+ como um mecanismo oficial da Convenção do Clima e ainda recompensando os guardiões da floresta. O REDD pode contribuir de forma significativa para que as nações cumpram suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa”, afirma Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

A FAS apresentará durante o evento, alguns resultados do projeto de REDD da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Juma, uma das referências brasileiras no tema. O projeto, que tem como objetivo conter o desmatamento para evitar emissão de CO² e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais do Amazonas, já apoia aproximadamente duas mil pessoas em uma área de 589 mil hectares (ha). Com sua atuação desde 2008, o projeto já garantiu a redução de 189 mil toneladas de CO² até 2050, reduzindo praticamente a zero as taxas de desmatamento anuais na Reserva.

“Diversos projetos de REDD espalhados pelo mundo, já provaram que ultrapassaram a barreira técnica, usada como justificativa para que não haja avanços nesse mecanismo. O projeto Juma já tem uma grande bagagem e é um exemplo de que as questões técnicas já foram resolvidas”, afirma Victor Salviati, coordenador de Projetos da FAS, um dos representantes da organização na COP19.

Paralelamente a isso, a organização acompanhará as negociações sobre o novo acordo climático global. Isso porque essas agendas estão interligadas, uma vez que o mecanismo de REDD pode oferecer importantes contribuições para a redução das emissões mundiais e o novo acordo pode ser o ponto fundamental para que o REDD avance. Um dos impasses para isso são as questões de financiamento para esse tipo de mecanismo. Diversas agências ou fundos internacionais têm condições de ajudar a partir do momento que os parâmetros sejam definidos. Dessa forma, poderão investir recursos para atividades em campo. Um exemplo é o Fundo Verde do Clima (GCF, em inglês), institucionalizado em 2011, com o objetivo de contribuir para os esforços globais no combate as mudanças climáticas.

“O REDD também pode auxiliar para os principais desafios mundiais da atualidade, a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, outro tema que mexe diretamente com os recursos dos governos”, conclui Virgílio Viana, explicando que a dificuldade de financiamento e conhecimento tem atrapalhado os países no combate as mudanças climáticas.

Nesse sentido, a FAS enxerga na cooperação técnica entre nações, principalmente aquelas que sofrem com desafios parecidos, como o Brasil e países do Sul da África e Ásia, uma das respostas para ultrapassar essas barreiras.

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