Lideranças comunitárias do Bolsa Floresta participam do II Chamado da Floresta, em Melgaço-PA

2 de dezembro de 2013 - Inspirado em Chico Mendes, evento promovido pelo CNS reuniu representantes comunitários de Estados da Amazônia para diálogo com ministros

 
Lideranças do Bolsa Floresta participaram do II Chamado da Floresta | Foto: Ademar Cruz

Lideranças do Programa Bolsa Floresta (PBF) participaram nos dias 28 e 29 do II Chamado da Floresta, evento promovido pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), na Reserva Extrativista (Resex) Gurupá/Melgaço-PA. O evento reuniu representantes comunitários de todos os Estados da Amazônia, para um diálogo de reivindicações com quatro ministros do Governo Federal.

Do Amazonas, participaram Francisca do Carmo, da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, Edvar Bezerra, da RDS Cujubim, Antônio Lima, da Resex Rio Gregório, Alcione Meireles, da RDS Mamirauá, Maria Esmealita Gomes, da Floresta Estadual (Florest) de Maués, Valdecy Rodrigues, da RDS do Juma, Raimundo Teixeira Amanço, da RDS Piagaçu-Purus, Francisco Udson, da RDS Madeira, Valdecy Marques, RDS do Juma, Maria Luzia de Vasconcelos, da Resex Catuá-Ipixuna, Vando Morais, da RDS Uatumã, Pedro Canizo e Pedro Loureiro, da RDS Rio Negro.

“Foi um evento importante para olharmos a realidade de outras reservas. Estou levando muita experiência das outras unidades. Os projetos vem andando no Juruá, diferente de outros lugares”, comenta Francisca do Carmo, que também participa do Curso Técnico em Produção Sustentável, primeiro curso técnico promovido em UCs do Brasil.

Estiveram em Melgaço-PA as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, além do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas e do secretário-geral da Presidência da RepUblica, Gilberto Carvalho.

O município de Melgaço foi escolhido como sede do evento por ter o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, e com a maior taxa de analfabetismo do Brasil. Para o coordenador de articulação institucional da FAS, Ademar Cruz, o evento foi uma oportunidade para líderes perceberem o contraste entre reservas participantes do Bolsa Floresta e não-participantes.

“Foi bom para levarmos nossas lideranças para conhecerem a situação das outras reservas. Houve um diálogo riquíssimo com representantes de lugares onde a dificuldade é muito grande. Aos poucos, os comunitários vêem que é preciso mudar a realidade da Amazônia”, comenta.

“O evento teve pautas muito importantes, como melhorias nas políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), na regularização fundiária e de acesso a programas sociais do governo. O mais importante foi o exemplo levado do Amazonas, o Bolsa Floresta. Um exemplo que é levado pelos próprios ribeirinhos que dele participam”, finaliza o subcoordenador da regional Juruá-Jutaí da FAS, Marcelo Castro.

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