Com um ano de projeto, arqueiros do Amazonas dominam rankings nacionais de suas categorias

30 de abril de 2014 - Ranking divulgado pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO) mostra oito arqueiros amazonenses entre os dez primeiros de suas modalidades

Os arqueiros do Projeto Arquearia Indígena na Amazônia estão entre os primeiros de suas categorias, segundo o ranking atualizado da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO). A lista inclui a somatória geral dos resultados obtidos em 2014, revelando oito arqueiros amazonenses entre os dez primeiros nas categorias cadete e juvenil.

A indígena kambeba Graziela Paulino (Wirauassu) ocupa a terceira posição nacional na categoria recurvo feminino juvenil, para garotas entre 16 e 18 anos. Na categoria recurvo masculino juvenil, para rapazes de mesma idade, Drean Braga da Silva (Iagoara), Gustavo Paulino dos Santos (Ywytu), Jardel Cruz Gomes (Wanaiu) e Josiel da Silva Paulino (II Seen), ocupam as 4º, 5º, 7º e 8º posição respectivamente.

Nelson Silva Moraes (Inha Quira, 14) e Anderson Santos da Costa (Mui Piruata, 14) completaram a lista, com o 8º e o 18º lugar na categoria masculino cadete, para jovens de até 16 anos.

“? uma conquista muito importante, pois mostra que os arqueiros estão no caminho certo. Nosso objetivo é manter o alto nível, os preparando cada vez mais para competições mais a frente”, explica a coordenadora do projeto, Márcia Lot.

O projeto vem atingindo resultados expressivos nos Ultimos anos. No Campeonato Brasileiro Escolar o indígena Inha, da etnia Kambeba, conquistou o ouro inédito na categoria infantil. Na categoria cadete, três indígenas da região do Rio Negro faturaram ouro, prata e bronze. Li Seem (etnia Baré), Wanaiu e Missi ocuparam todos os lugares do pódio.

Em nível escolar, o indígena Inha obteve a primeira colocação isolada na categoria infantil masculino, com apenas 13 anos de idade.

Sobre o projeto

O projeto ??Arqueria Indígena do Amazonas?? tem o objetivo de contribuir para a popularização da arqueria e fortalecer a imagem e autoestima das populações indígenas da Amazônia. O projeto já foi aprovado na Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/06), na portaria que estabelece 100% de benefícios fiscais para pes­soas físicas ou jurídicas ao estimularem o de­senvolvimento do esporte nacional, por meio da doação para projetos desportivos e para-desportivos.

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