Reserva Extrativista Rio Gregório recebe ações de saúde e educação

18 de março de 2015 - Além de bom uso de equipamentos do Bolsa Floresta, iniciativa promoveu atendimento de saúde e pré-matrículas para escolas da reserva

 
Ações de saúde e educação foram realizadas na Resex Rio Gregório (Foto: Marcelo Castro/FAS)

Cerca de 270 comunitários da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Gregório, uma das unidades de conservação (UCs) de mais difícil acesso do Amazonas, participaram de uma grande mobilização de saUde, educação e cidadania durante os dias 24 de fevereiro e 03 de março de 2015. A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) promoveu uma grande expedição, que incluiu oficina de gestão de bens para avaliar o investimentos do componente Social do Programa Bolsa Floresta (PBF), pré-matrícula para alunos de nível fundamental na reserva, atendimentos de saUde, e distribuição de quase 4 mil sachês para purificação de água para consumo na reserva. A ação foi uma parceria com as IndUstrias P&G, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), a Associação de Moradores da Reserva Extrativista do Rio Gregorio (Amarge) e a Prefeitura Municipal de Eirunepé.

Todas as famílias que participaram do evento receberam sachês de purificação de água, além de treinamento para o uso instantâneo, fruto de uma parceria com a P&G. A ação deve percorrer todas as unidades de conservação (UCs) atendidas pelo Bolsa Floresta. Nos 20 dias posteriores à distribuição da solução, o nUmero de diarreias na reserva foi reduzido à zero, conforme conta o agente comunitário de saUde da reserva, Deuziano Pinheiro de Oliveira.

“Antes da distribuição dos sachês, tínhamos quatro e cinco casos de diarreia por semana. Depois da distribuição, até hoje (16), não foi diagnosticado nenhum caso, e em um período complicado, que é a baixa das águas. Este ano tivemos os maiores picos de água desde 1965 no rio Gregório, e reduzir a zero o nUmero de diarreias só pode se atribuir a esse trabalho”, explicou.

Graças a uma parceria com a Prefeitura de Eirunepé, um enfermeiro do município esteve presente na iniciativa, e realizou mais de 253 atendimentos em uma semana de atividades, que incluiu a distribuição de remédios. Ele também ministrou palestras sobre medidas preventivas relacionadas à febre Chinkungunya, Malária e Dengue, doenças que podem se acentuar com os dois picos de cheia do rio Gregório este ano.

A FAS também entregou um kit com balança, termômetro e auferidor de pressão os dois agentes comunitários de saUde da reserva que realizam atendimentos nas comunidades. Esses equipamentos se juntam a uma ambulancha, entregue pela componente social do Programa Bolsa Floresta (PBF) em 2010. “Agora temos como atender de forma correta as pessoas, monitorando melhor a pressão e a febre quando alguém adoecer”, destacou Deuziano.

Educação

A missão também contou com a presença de um técnico da Secretaria Municipal de Educação de Eirunepé, que realizou a pré-matrícula de 425 alunos de nível Fundamental. A expectativa é que neste ano 19 professores possam ministrar aulas dentro da Resex Rio Gregório, divididos em 15 escolas construídas ou reformadas pelo Bolsa Floresta Social ao longo dos Ultimos quatro anos.

“O isolamento continua sendo o grande desafio do rio Gregório. Este só será enfrentado com a união das instituições, dos programas da FAS e das prefeituras. O avanço só é possível com a união de todos. Mudança no rio Gregório não vem do dia para a noite, é preciso fortalecer a saUde e educação para que continuemos tendo avanços”, comentou o coordenador da regional Juruá-Jutaí, Marcelo Castro.