Lideranças comunitárias participam de Seminário de Avaliação do Programa Bolsa Floresta

19 de novembro de 2015 - Evento realizado na Ufam destacou projetos da FAS

 

A atuação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) foi pauta, nesta quinta-feira (19), do III Seminário de Avaliação do Programa Bolsa Floresta (PBF), realizado no Auditório da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Zona Sul de Manaus. O evento reuniu líderes comunitários de 16 unidades de conservação do Amazonas e foi promovido pela FAS, com apoio do Banco Bradesco, Governo do Estado do Amazonas, Fundo Amazônia/BNDES, Coca-Cola Brasil, ICCO e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

A iniciativa contou com a moderação do diretor da FCA, Neliton Marques, e com a participação do secretário de Estado de Meio Ambiente, Antônio Ademir Stroski, e do superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana. No evento, a FAS apresentou os principais resultados do Bolsa Floresta, programa que beneficia cerca de 40 mil pessoas em 16 unidades de conservação do Estado, e de outros projetos complementares que também foram destacados pelos comunitários como importantes para o desenvolvimento sustentável nas reservas, como o Projeto Primeira Infância Ribeirinha (PIR).

Um dos principais destaques foi a participação dos líderes comunitários, que tiveram a oportunidade de apresentar suas avaliações sobre os projetos. Compuseram a mesa: Emerson Moreira (RDS Canumã), Alcione Meirelles (RDS Uacari), Maria Francisca Aquino (RDS Uacari) e Raimundo Amanço Teixeira (RDS Piagaçu Purus).

As lideranças comentaram ainda as mudanças no Projeto de Lei nº 337/2015, que institui a “Política do Estado do Amazonas de Serviços Ambientais e Cria o Fundo Estadual de Mudanças Climáticas, Conservação Ambiental e Serviços Ambientais”, aprovado no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cemaam), e reivindicaram representação no Conselho. “Nós ribeirinhos temos vontade de fazer parte do Cemaam pois sentimos a necessidade de ter mais força lá. Parece que estão fazendo uma política para nós, mas sem a nossa participação. Queremos ser ouvidos”, argumentou Emerson Moreira, da RDS Canumã.

Em sua fala, o secretário de Meio Ambiente afirmou que, mesmo se aprovada a mudança na lei, o Programa Bolsa Floresta, e sua execução pela FAS, devem continuar por pelo menos cinco anos, podendo ser prorrogados por mais cinco. Representantes da Sema entregaram uma carta a cada líder comunitário reafirmando o compromisso com o termo de cooperação assinado entre a FAS e o Governo do Estado. “O Bolsa Floresta é uma política pUblica e é nosso compromisso continuar atendendo vocês. Não há motivos para se preocupar”, declarou Stroski.

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