Atletas indígenas se destacam em seletiva e seguem na disputa por vaga na Olímpiada de 2016

25 de janeiro de 2016 - Dream, Graziela e Nelson ficaram entre os dez classificados para próxima etapa da seletiva

 

Três atletas do Projeto Arquearia Indígena do Amazonas foram classificados, neste fim de semana, para a próxima fase da seletiva que decidirá os representantes do Brasil na Olímpiada de 2016, no Rio de Janeiro. A seletiva foi realizada na Vila Olímpica Mário Covas, em São Paulo. Além do trio, formado por Dream Braga, Nelson de Moraes e Graziela Paulino, um quarto atleta indígena ainda pode concorrer a uma vaga. O projeto é realizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), com apoio das Lojas Bemol, Fogás, Banco Bradesco e Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Cinco jovens indígenas participaram da seletiva em São Paulo. Destes, Graziela Paulino conquistou o 4º lugar, Dream o 5º e Nelson de Moraes o 9º, garantindo as vagas para a próxima etapa da seleção, que contará com os dez primeiros colocados nesta Ultima fase. Gustavo Paulino, indígena da etnia Karapanã, ficou em 11º lugar e ainda pode concorrer à vaga caso o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) opte por convocá-lo para preencher a Ultima vaga baseado em critério técnico.

Além dos três jovens indígenas, outra atleta amazonense – não-indígena – também se classificou entre os dez primeiros. Larissa Feitosa, que treina na Vila Olímpica de Manaus, ficou em 6º lugar no ranking geral.

Agora, os atletas seguem treinando para a próxima seletiva, que será realizada nos dias 04 e 05 de março. Em fevereiro, eles participam ainda da competição que definirá os atletas que representarão o Brasil no Campeonato Panamericano de San José, em maio de 2016, e no Torneio de Ranqueamento Mundial na Argentina, em julho de 2016.

A indígena Graziela Paulino, explica que é preciso trabalhar o emocional para se destacar na disputa. “Temos que controlar o coração e é muito difícil. ? muito emocionante imaginar que você saiu da aldeia e está ali atirando contra os melhores de todo o país”, comentou Graziela.

Para o idealizador do projeto e superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, o desempenho dos atletas demonstra o potencial para a seleção olímpica. “Estes jovens vêm tendo conquistas importantes, que nos deixam muito orgulhosos. Em pouco tempo, se tornaram atletas de alto rendimento. Essa nova conquista reforça a consistência do projeto e alimenta os nossos sonhos de ter um atleta na Olímpiada do Rio de Janeiro”, afirmou.

Sobre o projeto:

O Projeto Arquearia Indígena do Amazonas tem o objetivo de contribuir para a popularização da arquearia e fortalecer a imagem e autoestima das populações indígenas da Amazônia. O projeto é uma iniciativa da FAS, em parceria com a Federação Amazonense de Tiro com Arco (Fatarco) e apoio da Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), e do Governo do Amazonas, por meio das Secretarias de Estado da Juventude, Desporto e Lazer do Amazonas (Sejel), e para os Povos Indígenas (Seind). A iniciativa conta com o patrocínio das Lojas Bemol e Fogás, por Meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e de forma inédita, pretende colaborar para a formação de atletas de alto rendimento e o fortalecimento da equipe brasileira de tiro ao arco para competições locais, nacionais e internacionais, incluindo a Olimpíada do Rio, em 2016, e com apoio do Banco Bradesco.