FAS forma brigada para mobilização contra o Aedes aegypti em unidades de conservação

19 de fevereiro de 2016 - Equipe foi treinada para combater o mosquito e deve levar conhecimentos às RDSs

 

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) entrou na luta contra o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Nesta sexta-feira (19), os colaboradores da instituição passaram por treinamento para formação de brigada contra o mosquito. A formação foi realizada com apoio da Fundação de Vigilância em SaUde (FVS/AM).

As ações na sede da FAS, em Manaus, iniciaram com uma semana de limpeza para evitar possíveis criadouros no mosquito. Com apoio da FVS, foi realizado então treinamento de formação de brigadistas contra o Aedes aegypti.

“Todos temos responsabilidade na luta contra o Aedes aegypti. Com esta capacitação, todos nós podemos não só cuidar mais do nosso ambiente de trabalho, mas também da nossa casa e levar esta informação para as comunidades ribeirinhas onde atuamos. A formação de brigadistas na FAS é muito importante porque as nossas equipes de campo poderão replicar estas informações e aumentar o impacto da batalha contra o mosquito”, explicou o superintendente técnico-científico da FAS, Eduardo Taveira.

Após o treinamento, a sede da instituição em Manaus receberá ainda pulverização de inseticida. O procedimento, popularmente conhecido como “fumacê”, visa matar os mosquitos que já estão se reproduzindo no local.

O biológo Togny Mael Pinto, da FVS/AM, responsável pelo treinamento, destacou que o combate ao mosquito é simples. “As consequências da dengue, chikungunya e zika são graves, então é mais eficiente combater o mosquito. Observe se não existem criadouros na sua casa, limpe todos os locais que podem acumular água, desde um pequeno tanque a espaços maiores como caixas d’água”, afirmou.

As instituições interessadas em realizar o curso de formação de brigadistas internamente podem contatar a FVS/AM por meio do telefone (92) 3182-8546.

Formação de brigadistas

Os alunos participam de uma aula teórica, onde é apresentado um histórico do aparecimento e ocorrência da Dengue, febre Chikungunya e Zika Vírus, em nível mundial, nacional e estadual, incluindo a forma de transmissão e a sintomatologia das três doenças.

Em seguida é apresentado, de forma didática e detalhada, o mosquito transmissor das doenças, o Aedes Aegypti. Os alunos aprendem que o mosquito voa preferencialmente de dia, habita suas casas e locais de trabalho, que é apenas a fêmea quem “pica” os seres humanos e que essa picada é para que ela possa sugar sangue e alimentar seus ovos e assim poder se reproduzir. ? explicado ainda que cada fêmea produz entre 150 e 200 ovos, que são distribuídos em vários criadouros para garantir que haverá reprodução e que o ciclo reprodutivo do mosquito dura em média sete dias.

Ao final da aula teórica é realizada uma parte prática, onde os alunos percorrem as dependências do prédio para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.

De posse de todas essas informações, os colaboradores retornam para os seus locais de trabalho com a missão de formar a brigada interna de combate ao Aedes Aegypti, que deverá verificar semanalmente as dependências do prédio para identificar e eliminar os criadouros. Todos os meses os brigadistas deverão enviar relatórios detalhados para a FVS, informando quantas inspeções foram realizadas, quantos criadouros foram identificados e eliminados, enviando inclusive fotos que comprovem a realização das inspeções. No material didático distribuído aos alunos consta uma lista com todos os itens que devem inspecionados a cada sete dias.

Além das inspeções, os brigadistas também deverão realizar ações de sensibilização interna dos servidores do órgão a fim de conscientizá-los a não formarem novos criadouros. A FVS é responsável por fazer visitas a todos esses órgãos para verificar o trabalho das brigadas e orientar aqueles que estiverem apresentando qualquer tipo de intercorrência.

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