Associação de Moradores Agroextrativistas da Resex Rio Gregório tem nova gestão

7 de junho de 2016 - Equipe regional da FAS apoiou assembleia geral na Resex Rio Gregório, a mais de 1.000 km de Manaus

 
Nova diretoria da Amarge, que atua na Resex Rio Gregório | Foto: Marcelo Castro

Nos dias 21 e 22 de maio de 2016, moradores da Reserva Extrativista (Resex) Rio Gregório, compreendida entre a zona rural de Eirunepé e Ipixuna-AM (1000 km de Manaus), elegeram a nova diretoria da Associação de Moradores Agroextrativistas da Resex Rio Gregório (Amarge), principal instituição representativa daquela Unidade de Conservação (UC). O novo quadro da associação foi definido em assembleia geral extraordinária na comunidade Ubim, com participação de 126 ribeirinhos, de 27 localidades/comunidades da Resex, e apoio da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Bradesco e Fundo Amazônia/BNDES.

A Amarge é uma das associações-mãe parceiras do Programa Bolsa Floresta (PBF), que tem como responsabilidade apoiar o debate e a implementação conjunta das soluções sustentáveis de geração de renda e melhoria de qualidade de vida trazidas pelo programa. A nova gestão tem como presidente Valcenir Marques, e vice-presidente Arleilson Melo. Deuziano Pinheiro, José Gomes e Cléa Santana, moradores da Resex, ocupam a posição de primeiro secretário, tesoureiro, e secretária executiva, respectivamente.

“Assumimos buscando trazer mais transparência para a diretoria, na prestação de contas e mais economia na gestão, como uma lição do Encontro de Lideranças [evento semestral promovido pela FAS com líderes do Bolsa Floresta]. Lá a gente aprende muitas coisas, consegue mais experiência pra agir junto com os moradores e fazer as coisas acontecerem”, explica o presidente Valcenir Marques, cujo mandato tem vigência até 2018.

A equipe da Regional Juruá-Jutaí da FAS promoveu uma integração com os novos diretores, voltada a importância da transparência no processo de gestão e regularização da associação local.

“O associativismo no Rio Gregório, apesar de recente, já deu grandes saltos na região. Projetos de geração de renda, como a extração de latex, manejo de óleos vegetais, as cantinas, a produção de farinha, hoje são implementados com grande apoio da associação. E para os novos desafios, como o manejo florestal, de lagos, e as melhorias nas cadeias produtivas já estabelecidas, é imprescindível que os moradores possam contar com uma associação forte, capacitada, empoderada, para direcionar e acompanhar as políticas pUblicas e demais investimentos na região”, explica o coordenador regional da FAS, Marcelo Castro.

A Amarge é uma das 16 UCs vinculadas ao Programa de Empoderamento Comunitário (componente Associação do Bolsa Floresta), que tem como objetivo fortalecer a organização das comunidades de Unidades de Conservação (UC), apoiando as associações e estimulando a formação de novas lideranças ribeirinhas. O Programa é desenvolvido pela FAS, com apoio do Bradesco e do Fundo Amazônia.

Os investimentos buscam fortalecer as associações lideradas por comunitários, fornecendo apoio de infraestrutura (sedes, computadores, botes etc), recursos operacionais (gasolina, alimentação etc) e programas de capacitação para as diretorias.

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