Repórteres da Floresta: Pró-espécies incentiva jovens a identificar fauna e flora ameaçadas no Rio Negro

2 de agosto de 2016 - Odenilze é uma das repórteres da floresta, estudante do Núcleo de Conservação e Sustentabilidade (NCS) Agnello Bittencourt Uchôa, na RDS Rio Negro

 

Por Odenilze Ramos

O programa Pro-Espécies foi apresentado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro no dia 16 de julho de 2016, na comunidade Terra Preta, com objetivo de implementar um monitoramento de espécies que será feito por jovens estudantes junto com seus professores.

A ideia inicial é realizar um projeto piloto em duas comunidades, Terra Preta e Saracá, ambas do Pólo 2 da reserva. Depois, dependendo do sucesso do projeto, deverá ser implementado em um segundo momento em outras comunidades da RDS. O projeto será realizado em três etapas, iniciando com a seleção dos alunos que serão capacitados a serem monitores ambientais. A segunda será a aplicação de questionários na comunidade e a terceira e a implementação real do monitoramento com verificação de dados e etc.

“É bem motivador ver tanta gente interessada em proteger os animais. Há um grupo de trabalho com participantes da FAS, SEMA, Fundação Biodiversitas, INPA, ICMBio e Universidade de East Anglia que tem debatido o tema de conservação e manejo de espécies ameaçadas da fauna e da flora para trabalhar em conjunto com a comunidade”, explica a analista de projetos técnicos, Maiara Gonçalves.

A apresentação do projeto foi feita por meio de uma oficina para que a comunidade pudesse conhecer melhor o projeto. Os responsáveis pela iniciativa verificaram um pouco mais sobre a visão dos moradores em relação as espécies que estão e que podem vir a estar ameaçadas de extinção. A oficina foi introduzida pelo ator e conselheiro da FAS, Victor Fasano.

“A maior parte dos animais que estão em extinção é por causa da destruição do seu habitat natural. Porque cada animal tem um determinado lugar onde vive e uma espécie que depende dele e outra espécie da qual ele depende, o Sauim-de-coleira por exemplo, ele é especifico da área onde se desenvolveu a cidade de Manaus, o seu habitat é aquele lugar. Ele ficou ameaçado por causa do desenvolvimento da cidade, hoje vários trabalhos tem sido feito para proteger esse macaco. Porque cada animal ou planta é importante pra natureza porque dele muitas outras espécies dependem”.

*Odenilze é estudante do segundo ano do ensino médio da Escola Estadual Thomas Lovejoy, na Comunidade Tumbira, RDS Rio Negro, participante do projeto Repórteres da Floresta

 

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