Evento na COP 22 debate lições aprendidas na implementação de serviços ambientais na América Latina

11 de novembro de 2016 - Discussão destacou importância de aumentar metas de redução do desmatamento e priorizar transparência em processos

 
Evento realizado durante a COP 22 sobre serviços ambientais (Foto: Marina Souza/FAS)

Lições aprendidas na implementação de políticas de pagamento por serviços ambientais desenvolvidos na América Latina foram tema de evento, nesta quinta-feira (10), na Conferência do Clima (COP 22), principal evento da ONU sobre mudanças climáticas, em Marrakech, Marrocos. Iniciativas do Amazonas estiveram entre os exemplos destacados no debate.

O objetivo do evento, promovido pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), foi discutir projetos implementados em países da América Latina que podem contribuir para pôr em prática o Acordo de Paris. Participaram da mesa Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, o secretário de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema), Antônio Ademir Stroski, Pedro Soares, gerente do Programa Mudanças Climáticas do Idesam, Harlem Mariño, da Direito, Ambiente e Recursos Naturais (DAR), Rosa Vidal, da Força Tarefa dos Governadores para Clima e Floresta (Fundo GCF), e Alejandro Miranda, do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

“O evento uniu representantes de diferentes instituições para debater avanços e perspectivas para leis de serviços ambientais na Amazônia. O Idesam fez um breve contexto do REDD+ no Brasil e falou sobre como o REDD+ pode ajudar os estados da Amazônia a superar o momento de crise econômica e de aumento de desmatamento na Amazônia brasileira”, declarou Pedro Soares, do Idesam.

Para Alejandro Miranda, do CAF, o evento foi importante para discutir também transparência na gestão ambiental. “Pudemos ter também uma visão do que diferentes países estão realizando na região e dar o ponto de vista das atividades que o CAF está realizando na América Latina. Entre um dos pontos mais importantes que destaco é a necessidade de articular corretamente em diferentes níveis de governo e temas de marcos regulatórios transparentes para o correto uso de recursos”, afirmou.

Uma das principais propostas apresentadas no evento foi aumentar as metas de redução do desmatamento, principalmente na região amazônica. “Devemos incluir mecanismos de financiamento inovadores que permitam os investimentos na valorização econômica das florestas e na melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas. Isto é fundamental para o desenvolvimento sustentável global”, concluiu o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana.

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