FAS participa de debates sobre implementação do Acordo de Paris na Amazônia durante COP22

21 de novembro de 2016 - Fundação também apresentou iniciativas desenvolvidas no Amazonas que apoiam a implementação das NDCs

 

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) participou da 22ª Conferência do Clima (COP22) em Marrakech, no Marrocos, para apresentar iniciativas no Amazonas. Além disso, a Fundação teve papel importante para discutir soluções para o desenvolvimento sustentável para a região amazônica e a implementação do Acordo de Paris, assinado na COP 21, em Paris, e ratificado pelo Brasil em setembro de 2015.

Nesta 22ª sessão da Conferência, legislação ambiental na região amazônica, perspectivas para diminuição do desmatamento e o lançamento de uma plataforma de registro de serviços ambientais foram os principais temas dos eventos promovidos pela FAS. O primeiro, no dia 10 de novembro, apresentou lições aprendidas de implementação de políticas de serviços ambientais na América Latina.

Já o segundo evento promoveu uma discussão sobre a implementação de programas de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal) na Amazônia brasileira. O evento, realizado no dia 11, discutiu programas inovadores e soluções em diferentes níveis para a redução do desmatamento na região, na busca por alcançar a conservação da floresta, o bem estar e a resiliência dos povos tradicionais e indígenas da região.

No dia 12 de novembro, foi lançada a Plataforma de Registro de Serviços Ambientais do Amazonas. Em uma parceria com o Governo do Amazonas e Instituto BVRio, a plataforma permite o monitoramento online da redução de emissões e a arrecadação de fundos com organizações publicas e privadas, além de contribuir para o plano estratégico de redução de carbono brasileiro. O evento contou com participação do secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Antonio Stroski, de Pedro Moura Costa, fundador do Instituto BVRio, do superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, e da diretora-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ana Aleixo, além de Dirk Forrister, presidente da International Emissions Trading Association (IETA), e David Antonioli, CEO da Voluntary Carbon Standard (VCS).

A Fundação promoveu ainda um evento, no dia 15, sobre “Mecanismos inovadores para apoiar a NDC brasileira”, com participação de André Guimarães (IPAM), Arnaldo Carneiro (AGROICONE), Pedro Soares (Idesam), Juliana Santiago (Fundo Amazônia) e Virgilio Viana (FAS). O debate destacou que o Brasil tem demonstrado inovações nos mecanismos financeiros, como o Fundo Amazônia, mas ainda enfrenta grandes desafios: soluções práticas e de impacto como a FAS e o IPAM implementam, e estudos técnicos como Idesam e Agroicone elaboram, são cruciais para inspirar o governo brasileiro a inovar.

Impactos do REDD+ no Brasil

A agenda da FAS na COP22 incluiu também participação no evento “Impactos do REDD+ no desmatamento e subsistência: experiências de projetos-piloto no Brasil, RepUblica Democrática do Congo, Uganda e Tanzânia”, no dia 09. Promovido pela Norwegian University of Life Sciences, o evento discutiu os impactos de projetos pilotos de REDD+ realizados nos quatro países. A FAS participou em um painel de discussão apresentando os impactos de projetos nos níveis de desmatamento e sustento de comunidades na Amazônia.

No dia 12, a FAS apresentou o caso do Bolsa Floresta como convidada no evento sobre como o Fundo Amazônia atua como instrumento financeiro para REDD+, promovendo o desenvolvimento sustentável nas florestas tropicais. O evento foi realizado no Pavilhão Brasileiro da COP22. Já no dia 15, a FAS foi convidada para discutir perspectivas locais e nacionais de implementação das Contribuições Nacionais Determinadas (NDCs) no CAF Day, evento promovido pelo CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Por fim, no dia 16, a Fundação participou da Conferência de Soluções para Baixa Emissão de Carbono, promovida pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, em inglês). A conferência discutiu temas como soluções sustentáveis para grandes cidades, políticas para baixa emissão industrial e energia limpa, a partir da apresentação de cases por especialistas de diversas partes do mundo. A FAS participou na sessão “Mitigation and Smart Climate Agriculture”, uma abordagem para transformar e reorientar o desenvolvimento da agricultura a partir d as mudanças climáticas, que já são uma realidade mundial.

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) foi também uma das protagonistas na discussão sobre as metas brasileiras para a implementação do Acordo de Paris, fomentando o debate sobre a importância de investir em NDCs mais ousadas, e sendo uma das signatárias da Carta de Marrakech sobre REDD+, que pede ao governo brasileiro um novo posicionamento do Brasil em relação ao mercado de carbono. O superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, participou também de sessão do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

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