Parceria entre FAS e instituições panamazônicas deve apoiar projetos sustentáveis em três países

24 de novembro de 2016 - Fundação e organizações parceiras se reuniram para debater apoio a projetos de adaptação às mudanças climáticas

 
Representantes de várias instituições visitaram o Rio Negro | Foto: Felipe Irnaldo

Estudantes e pesquisadores de três países da bacia Amazônica, incluindo o Brasil, poderão concorrer a bolsas de incentivo para projetos voltados à adaptação às mudanças climáticas. Nesta semana, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN-Amazônia) receberam representantes d?o Banco de Desenvolvimento da América Latina? (CAF) e de instituições ?de ensino da América Latina para discutir detalhes d?esta nova? iniciativa, que deve ser desenvolvida a partir de 2017.

A parceria deve apoiar projetos relacionados à qualidade de vida e populações vulneráveis, saUde e segurança alimentar na Amazônia, que forem elaborados por estudantes ou pesquisadores que moram ou desenvolvam trabalhos no Brasil, Colômbia ou Peru. ?As iniciativas serão desenvolvidas a partir de uma especialização dada aos proponentes selecionados, que ao final, acessarão recursos para a implementação das atividades.

“Essa parceria entre instituições deve conectar talentos da universidade da cidade e do interior, pesquisadores e empreendedores de várias regiões da Bacia Amazônica, para desenvolverem projetos e ideias inovadoras que tenham como objetivo melhorar a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas, a partir de uma agenda nova e importante, que é a adaptação às mudanças climáticas”, explicou o superintendente geral da FAS, Virgilio Viana.

A primeira parte da iniciativa será desenvolvida no primeiro semestre de 2017, com a elaboração de um projeto? apoiado pela CAF e desenvolvido? entre FAS, Instituto de Investigações da Amazônia Peruana (IIAP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ?Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ?Instituto Amazônico de Investigações Científicas (Sinchi)?, Fundo de Promoção às Áreas Protegidas do Peru (PROFONANPE)? e Centro Agronômico Tropical de Investigação e Ensino (?CATIE?), da Costa Rica. A proposta será submetida ao Green Climate Fund (GCF), e se aprovada, proverá o financiamento das iniciativas a partir de 2018, em parceria com CAF.

“Esperamos colaborar com estudantes, docentes, professores, pesquisadores que tenham interesse em desenvolver e impulsionar seus projetos. Existem muitas capacidades a serem desenvolvidas na região, que precisam de um pequeno incentivo para contribuírem na agenda”, explica Cecília Guerra, executiva do CAF.

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