FAS participa da primeira reunião do GT de Avaliação de Risco promovida pela FSC em São Paulo

15 de março de 2017 - GT busca revisar a norma de Avaliação Nacional de Risco acerca do manejo florestal, que define parâmetros de risco ambiental e social para a extração e certificação de madeira controlada

 

Na Ultima quinta-feira (9) a FAS participou em São Paulo da primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Avaliação de Risco do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil) que tem por objetivo definir parâmetros de risco para consumo de madeira, sobretudo a ilegal. O GT é formado por representantes de importantes organizações ligadas ao manejo florestal e à preservação em todo Brasil, como SOS Mata Atlântica, Instituto Floresta Tropical (IFT) e Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF).

A proposta do Grupo é revisar a norma de Avaliação Nacional de Risco acerca do manejo florestal, em especial os riscos ambientais e sociais para a extração e certificação de madeira controlada. Para isso, o grupo é dividido em três câmaras: Econômica, Ambiental e Social, sendo a FAS membro da terceira.

Para a engenheira florestal Stephany Kudo, representante da FAS na Câmara Social, o papel da Fundação nos debates acerca da norma é essencial para representatividade dos ribeirinhos amazônicos que vivem do manejo. “O foco dessas normas em geral é voltado para as grandes empresas. A missão da FAS é assegurar que as comunidades ribeirinhas das unidades de conservação no Amazonas possam desenvolver atividades em bases sustentáveis. E que, para isso, tenham suas especificidades operacionais contempladas na Avaliação Nacional de Risco do Manejo Florestal. O manejo e a certificação florestal precisam ser acessíveis para esse pUblico” afirma a engenheira.

A FAS apoia comunitários no manejo florestal nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, do Juma, Mamirauá e na Floresta Estadual de Maués por meio do Programa Bolsa Floresta (PBF) desenvolvido desde 2007. São oferecidas capacitações, infraestrutura e apoio para o licenciamento ambiental. “A experiência da FAS em apoiar cadeias produtivas como o manejo florestal, nos permite contribuir com os debates do GT com conhecimento da realidade ribeirinha”, conclui Stephany.

Além de apoiar na ponta com comunitários, a FAS tem papel ativo na agenda nacional acerca do manejo florestal. Em julho de 2016 foi promovida na sede da Fundação, em Manaus, uma consulta pUblica organizada pelo FSC Brasil para revisão do padrão nacional de certificação de manejo de florestas nativas. O evento teve participação de importantes atores como Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Precious Wood (Mill Madeireira), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

 

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