Comunidade Três Unidos é palco do I Encontro de Repórteres da Floresta

23 de maio de 2017 - Ribeirinhos dos núcleos Assy Manana, em Três Unidos, e Agnello Bittencourt, em Tumbira, participam do primeiro intercâmbio de comunicação realizado na APA do Rio Negro

 

Por Netto Santos

A comunidade Três Unidos sediou no Ultimo final de semana o I Encontro de Repórteres da Floresta, uma iniciativa da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com a Samsung, Fundo Amazônia/BNDES, Bradesco, Coca-Cola e Marriott. O objetivo do evento é ampliar o conhecimento dos participantes do projeto nas áreas em que eles atuam diariamente em suas comunidades: rádio, tv, escrita e fotografia.

Participaram da primeira edição os alunos das comunidades Três Unidos e Tumbira. Além deles, o encontro contou com a participação dos jornalistas Clayton Pascarelli, Ruthiene Bindá, Edilene Mafra, Nauzila Campos, Cristiane Batista, Izabel Santos e Eliana Monteiro, que receberam a missão de conhecer o projeto de comunicação na Amazônia e trocar experiências com os participantes.

Jornalista Clayton Pascarelli durante Intercâmbio | Foto: Netto Santos

Jornalista Clayton Pascarelli durante Intercâmbio | Foto: Netto Santos

O jornalista Clayton Pascarelli contou que conheceu o projeto Repórteres da Floresta há cerca de 1 ano.

“Eu ouvi falar do projeto de comunicação quando estive conversando com o Superintendente Geral Virgílio Viana à respeito de projetos. Poder explicar o meu trabalho para que os jovens possam criar seus perfis, ou até mesmo desenvolver uma atividade com base naquilo que eu ensinei, isso pra mim é fundamental, é sensacional”, concluiu.

Sobre o conteUdo abordado, os jovens assistiram as palestras sobre os desafios da reportagem, as novidades do rádio, apresentação de programa de entretenimento, a importância do produtor, textos jornalísticos, reportagens na Amazônia, consultoria de imagem e a comunicação através das redes sociais.

Para a jornalista Ruthiene Bindá, o evento foi muito produtivo.

“Adorei conhecer esse projeto, participar do I Encontro de Repórteres da Floresta, eu espero que o conteUdo do entretenimento tenha ficado claro, no sentido de que aqui na comunidade tudo que é curioso, o dia a dia, as brincadeiras, as ações, o artesanato, podem virar uma matéria de vídeo. Que eles possam aproveitar aquilo que possuem, e divulgar para todo o Brasil, pra todo o mundo”, completou.

Abertura do evento

Para iniciar a programação, os alunos prepararam uma apresentação demonstrativa da cultura indígena dos Kambebas. A ideia foi mostrar aos convidados a evolução dos participantes do projeto no decorrer das capacitações, com a transformação dos indígenas em repórteres da comunidade.

Repórteres

Para o repórter da floresta Andrey Santos, que representou um dos indígenas na abertura, esse momento foi muito especial. “Estou muito feliz! foi muito bom participar desse evento. Quando soube que faria parte da abertura, aceitei na hora e me preparei todos os dias para sair tudo conforme os ensaios”, relatou.

Espaços personalizado

O encontro contou com muitas surpresas no decorrer no dia. Um dos pontos marcantes do sábado foi a transformação de dois espaços da comunidade em símbolos de cada cultura. Para isso, a organização do evento planejou a criação de dois ambientes: um simbolizando a cultura indígena, com folhagens e itens dos Kambebas e outro espaço representando a cultura ribeirinha, com muitas bandeirinhas, em formato de ??quermesse??, local onde ocorreu o encerramento da programação com muita mUsica regional e até mesmo um banho de rio.

Ainda sobre os desafios de realizar o encontro às margens do rio Cueiras, o analista em comunicação da FAS comentou que todo o planejamento foi feito através de telefonemas com os alunos das duas comunidades.

“Para a organização dessas oficinas, precisei fazer o roteiro do evento através de telefonemas e mensagens com os alunos, gestores e convidados, pois era necessário ficar em Manaus para fechar a parte de logística. Deu tudo certo! saiu melhor do que o esperado, e isso tudo foi possível com o trabalho em equipe. Eles puderam compreender mais sobre a comunicação e conhecer profissionais que eles só viam pela televisão”, completou Netto Santos.

A jovem Odenilze Ramos se surpreendeu com a estrutura montada para receber os repórteres da floresta. “As salas ficaram incríveis, no espaço que homenageava minha cultura me fez sentir em Tumbira, na época de São João. Fiz varias fotos e entrevistei varias pessoas para atualizar nosso jornalzinho mural da escola”, finalizou.

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