Famílias das calhas do Madeira, Juma e Amapá recebem investimentos para gerar renda sem desmatar

15 de maio de 2017 - Ações estruturantes fazem parte do Programa de Geração de Renda da FAS

 
Comunitários durante oficina de gestão de bens | Foto: Marilso Rodrigo

Moradores das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Madeira, Juma e Rio Amapá receberam ao longo de abril e maio investimentos para a geração de renda sustentável sem desmatar a floresta. A ação faz parte do Programa de Geração de Renda da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que incentiva a produção sustentável como estratégia para reduzir a pobreza, aumentar a renda e ao mesmo tempo, ajudar a manter a floresta em pé.

As decisões foram formatadas a partir de oficinas participativas promovidas pela instituição, por meio de uma parceria com o Fundo Amazônia/BNDES, Bradesco e Governo do Amazonas. Desse modo, foram apoiadas as cadeias produtivas do açaí, copaíba, cacau, farinha e banana.

Investimentos

Em 2017, serão construídas e estruturadas casas de farinha na RDS do Juma, com o objetivo de melhorar a qualidade da produção local. Também foram entregues máquinas para o beneficiamento do açaí, e kits para a extração de copaíba, com o objetivo de melhorar a qualidade do óleo extraído e a segurança na coleta. A expectativa é beneficiar diretamente 60 famílias.

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“Os equipamentos entregues permitem aos produtores estabelecerem um padrão de qualidade na produção, prevenindo inclusive o surgimento de doenças entre os agricultores”, explica o coordenador da Regional Madeira, Marilso Rodrigo.

Na RDS do Rio Madeira os investimentos foram direcionados à cadeia produtiva do cacau, com a entrega de secadores e cochos de fermentação, que permitirão o beneficiamento e a valorização das amêndoas na reserva. Também foram entregues roçadeiras para limpeza de roçados e um microtrator para facilitar o escoamento da produção de banana. Todo o investimento deve beneficiar cerca de 150 famílias moradoras da Unidade de Conservação (UC).

Já na RDS Rio Amapá, a produção de açaí, farinha e a extração de óleos receberam apoio, onde foram construídas estruturas para beneficiamento da produção que beneficiarão cerca de 40 famílias. Com os materiais entregues, serão erguidas casas de farinha modernizadas. Já as famílias que extraem copaíba, receberam kits para facilitar a coleta da semente.

Oficinas de gestão de bens

Para otimizar o uso dos bens e estruturas entregues pela FAS, foram realizadas oficinas de gestão de bens em parceria com as associações de moradores e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A ideia é também fornecer capacitações para as cadeias produtivas, como explica Marilson.

“Em maio serão realizadas duas capacitações nas cadeias produtivas da Farinha e Copaíba, que tem por principal objetivo empregar qualidade aos produtos. Com mais qualidade, será possível melhorar o preço dos produtos, gerando renda às famílias ribeirinhas sem precisar desmatar a floresta”, finaliza Marilson.

 

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