Microcrédito mudará a vida de comunidades ribeirinhas do Rio Negro

4 de maio de 2018 - Parceria entre Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e Bradesco Microcrédito deve beneficiar cerca de 100 pessoas no Rio Negro

 

Uma parceria entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e o Bradesco Microcrédito levará oportunidades de financiamento para comunidades ribeirinhas do Amazonas. Inaugurada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, a iniciativa deve oferecer condições diferenciadas de crédito para microempreendedores ribeirinhos de 18 comunidades da região.

No último fim de semana, uma ação inaugural reuniu 104 moradores do baixo Rio Negro para cadastramento no programa e palestras gratuitas sobre educação financeira. Os representantes do Bradesco, junto com duas novas agentes ribeirinhas contratadas pelo Banco, realizaram o cadastramento de 65 microempreendedores das cadeias produtivas da pesca, do aviário, do turismo, artesanato e manejo florestal.

“O programa do microcrédito tem como objetivo atender a necessidade de crédito de pequenos negócios com condições diferenciadas, principalmente clientes microempreendedores. O objetivo dessa primeira etapa foi fazer um levantamento inicial dos empreendedores da RDS Rio Negro e uma palestra sobre educação financeira para não só integrar a comunidade, mas oferecer uma nova perspectiva de ganhos para a região”, explica o coordenador de empreendedorismo da FAS, Wildney Mourão.

Agentes na comunidade

Uma das novidades da ação é a contratação, pela primeira vez, de duas agentes de microcrédito da própria reserva: Laís Garrido e Rosiane Lopes, das comunidades Tumbira e Terra Santa. Contratadas no mês de março após uma visita de campo, as comunitárias serão responsáveis por cadastrar e facilitar o acesso a crédito de moradores que moram horas de lancha de Manaus.

“Além de realizar o cadastro para o microcrédito, também realizaremos visitas de acompanhamento, pois como todo empreendimento, os clientes precisarão de um apoio diferenciado e orientações sobre os produtos financeiros”, explica Laís.

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