Aliança ABio vence edital do MDIC para gerir Centro de Biotecnologia da Amazônia, o CBA

23 de novembro de 2018 - A ABio é formada por um conjunto de instituições voltadas à Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação & Empreendedorismo (PDI&E) em bioeconomia

 

A Aliança para a Bioeconomia da Amazônia (ABio), formada por um conjunto de instituições voltadas à bioeconomia no Estado do Amazonas, foi habilitada em primeiro lugar no processo seletivo do Edital de Chamamento Público número 2/2018 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para gerir o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). O anúncio da conquista foi realizada na tarde desta sexta-feira (23), em coletiva de imprensa na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

O CBA foi criado há 15 anos, administrado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e tem por objetivo fomentar a pesquisa, desenvolvimento e a inovação (PD&I) em biotecnologia, voltada para o uso sustentável da biodiversidade amazônica.

A Aliança ABio é formada por instituições de referência em PD&I na Amazônia: Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (Cetam), Fundação Paulo Feitoza (FPF), Universidade Nilton Lins (UniNiltonlins), Rede de Inovação e Empreendedorismo da Amazônia (Rami), Associação BioTec-Amazônia, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia legal (Bionorte).

“A aliança tem um espírito colaborativo, que é uma marca da vitória da sociedade amazonense de quem luta pelo desenvolvimento sustentável, que é capaz não só de gerar emprego e renda, mas também estimular o uso sustentável de todo esse patrimônio que é a floresta amazônica, os ecossistemas aquáticos e diversas formas de biodiversidade”, destaca o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana.

A estratégia da ABio é contribuir para o aumento da participação de atividades produtivas sustentáveis baseadas na bioeconomia no PIB da Amazônia e fomentar a ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo. Os investimentos previstos pelo MDIC giram em torno de R$ 11 milhões anuais, nos próximos cinco anos, contrato que pode ser prorrogado no futuro.

“Entre 200o a 2002, eu atuei no governo e tive a missão de terminar a obra. Vejo com muita emoção a possibilidade de o CBA funcionar a plena carga, e agora tem um plano com todas as entidades da região juntas para promover o desenvolvimento da biotecnologia no Estado”, destacou o presidente do conselho de Administração da FAS, Benjamin Sicsú, que atuou no governo federal na época da construção do centro.

O reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Sylvio Puga, destacou o passo importante rumo às ações do CBA.

“O fato de todas essas instituições se unirem é um sinal extremamente positivo para o Amazonas, visto que a intenção é atuar de forma conjunta em uma agenda de biotecnologia integrada entre pesquisa e universidade. Essa agenda é fundamental para o futuro da região”, finaliza o reitor.

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