Projeto de REDD da RDS do Juma

O projeto de REDD da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma no município de Novo Aripuanã, visa conter o desmatamento e suas respectivas emissões de gases de efeito estufa em uma área sujeita à grande pressão de uso da terra no Estado do Amazonas.

A RDS do Juma foi criada em uma área de 589.612 hectares de floresta amazônica, localizada nas cercanias da Rodovia BR-319, em uma área de intensa pressão por desmatamento. A sua criação e implementação efetiva só foi possível com a perspectiva de efetivação de um mecanismo financeiro para geração de créditos de carbono oriundos da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação – REDD.

O projeto foi desenvolvido em 2008 pela Fundação Amazonas Sustentável em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Governo do Estado do Amazonas (SDS/AM), com apoio financeiro do grupo hoteleiro Marriott International e apoio técnico do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam).

Em setembro do mesmo ano, o projeto foi validado seguindo os critérios da certificação CCBAClimate, Community and Biodiversity Alliance (Aliança Clima, Comunidade e Biodiversidade) emitido pela certificadora alemã TÜV SÜD, que concedeu ao projeto o padrão de qualidade Ouro, o primeiro do mundo a ser incluído nesse padrão e o primeiro projeto da América Latina com uma certificação do gênero.

De 2008 a 2012, a rede de hotéis Marriott International financia a implementação do projeto com investimentos anuais de US$ 500 mil, que são integralmente investidos nas atividades do projeto.

Os recursos obtidos permitem à FAS, em coordenação com o Governo do Amazonas, comunidade local e outros parceiros, implementar medidas necessárias ao controle e monitoramento do desmatamento dentro dos limites do projeto e seu entorno, além de reforçar o cumprimento das leis e melhorar as condições de vida das comunidades locais.

A implementação do projeto deverá resultar, até 2016, na contenção do desmatamento de 7.799 hectares de floresta tropical, correspondendo a emissão evitada de 3.611.723 toneladas de CO2e para a atmosfera.

Além dos benefícios climáticos esperados com a redução de emissões de GEE do desmatamento, espera-se gerar diversos benefícios sociais e ambientais na área do projeto, através da aplicação dos recursos nos seguintes programas ou conjunto de atividades:

  • Fortalecimento da fiscalização e controle ambiental
  • Geração de renda através de negócios sustentáveis
  • Desenvolvimento comunitário, pesquisa científica e educação
  • Pagamento direto por Serviços Ambientais – Programa Bolsa Floresta

sdsn fas

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