Propostas para pós-pandemia do coronavírus são destaques de eventos online que celebram o Dia da Amazônia : FAS Amazonas
04/09/2020
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Propostas para pós-pandemia do coronavírus são destaques de eventos online que celebram o Dia da Amazônia


Com uma programação especial para celebrar o Dia da Amazônia, comemorado neste sábado, dia 5, em todo país, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) realizou nesta semana o webinar “Saúde na Floresta Amazônica” e o Encontro de Lideranças das Unidades de Conservação (UCs).

O webinar debateu, entre outros assuntos, a importância de criar um sistema de atendimento básico de saúde voltado para os povos indígenas e ribeirinhos da Amazônia, com base em um projeto que a FAS está defendendo com o apoio de diversos especialistas no assunto, intitulado “SUS na Floresta”.

O evento online teve a participação do Coordenador do Programa de Saúde na Floresta da FAS, Luiz Castro, da analista do projeto Primeira Infância Ribeirinha (PIR), Franci Lima, do psicólogo voluntário da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), Ivo Jung e da representante da UEA, Marianna Brock.

“É de extrema importância repensarmos a forma do atendimento de saúde na Amazônia profunda, que é marcada pelo isolamento, problemas de logística, redução de profissionais da saúde, entre outros dilemas”, comentou o superintendente geral da FAS, Virgilio Viana, que fez a mediação do webinar.

Luiz Castro ressaltou a importância de elaborar políticas públicas para quem cuida e vive na Amazônia. Segundo ele, a proposta de criação do SUS na Floresta surgiu com as ações da “Aliança Covid-Amazonas dos povos indígenas e populações tradicionais e organizações parceiras para o enfrentamento do coronavírus”, coordenada pela FAS e que desde abril já beneficiou mais de 230 mil pessoas, atingindo mais de 5 mil comunidades no Amazonas, com o apoio de 100 instituições, prefeituras e empresas.

“Foi dentro das atividades da Aliança, que surgiu essa necessidade de avaliar e reestruturar o atendimento básico de saúde para comunidades ribeirinhas e indígenas do Amazonas. Após sairmos da pandemia (do coronavírus), é necessário que possamos desenvolver saúde humana e adequada para essas populações. Será um projeto com envolvimento de médicos, enfermeiros, técnico, universidades e também dos próprios ribeirinhos e indígenas”, comentou.

Francis Lima apresentou algumas informações sobre o Projeto Infância Ribeirinha, que tem gerado inúmeros resultados positivos com a formação de agentes comunitários de saúde que acompanham o desenvolvimento de crianças, desde a gravidez de suas mães até os seis anos. A iniciativa é realizada nos municípios de Tefé, Carauari, Uarini e Eirunepé.

A importância do atendimento psicológico, através do sistema de telessaúde, executado pela Aliança Covid-Amazonas com coordenação da FAS, para a população ribeirinha e indígenas foi enaltecida por Ivo Jung. Para ele, o projeto deveria ser ampliado para o resto do país, principalmente em virtude da eficiência e por gerar um grande alcance de pessoas.

Representando a UEA, Marianna Brock, falou como funciona o sistema de telessaúde da instituição que, entre outros benefícios, atende distritos indígenas  e presta auxílio aos agentes comunitários de saúde.

De acordo com ela, além da telemedicina, a UEA também executa os sistemas de tele-consulta e tele-educação. “No Amazonas temos muitos desafios como a distância, etnias indígenas de difícil penetração, problemas de conectividade com a internet, isolamento dos municípios,  entre outros. Então, o sistema de telessaúde está ajudando no atendimento médico para essas populações”, declarou.

Encontro

Entre as ações realizadas pela FAS para celebrar o Dia da Amazônia, também teve o 26º Encontro de Lideranças das Unidades de Conservação, com a participação de 40 pessoas. Alguns dos assuntos de destaque debatidos no evento online foram: Estratégias de geração de renda nas UCs; Plano de Ação da Política de Comercialização e Incentivos Governamentais; Empreendorismo pós pandemia; Projeto do Instituto Amigos da Amazônia (IAMA); entre outros. A atividade foi coordenada pela FAS, com apoio do Fundo Amazônia, Bradesco e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Amazonas.