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UP Comunicação

Principal agência humanitária da ONU firma parceria com a FAS para enfrentar à Covid-19 no Amazonas

As ações contra o avanço e as consequências da Covid-19 em comunidades carentes e distantes do Amazonas ganharam um reforço importante, nesta semana, com a assinatura de um Protocolo de Intenções firmado entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e o Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP), considerada a maior e principal agência humanitária das Organizações das Nações Unidas (ONU).

O protocolo faz parte das atividades lideradas pela “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS com o apoio de 73 instituições e prefeituras, e que beneficia mais de 19 mil famílias estabelecendo condições de atendimento, ações de saúde, suprindo necessidades como alimentos, entre outras atividades.

O superintende geral da FAS, Virgilio Viana, informou que o Protocolo de Intenções promoverá a distribuição de alimentos em comunidades carentes, principalmente do interior do Estado, com sensibilização sobre desafios da segurança alimentar e nutricional, além de possíveis abordagens para contribuir com a erradicação da fome e a promoção do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2 (ODS 2) – Fome Zero e Agricultura Sustentável.

Para debater mais sobre o assunto, nesta quarta-feira, foi realizado o webinar “Segurança Alimentar na Amazônia”, através do Facebook da FAS. Entre os participantes, estava o Diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do WFP, Daniel Balaban.

“A WFP (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas) atua em mais de 80 países e mobiliza um grande aparato logístico com o objetivo de levar alimentos para pessoas de baixa renda e populações que vivem em lugares distantes. A pandemia (do coronavírus) acelerou um processo que já estava acontecendo no Brasil, que é o aumento da fome e uma volta da extrema pobreza para muitas pessoas. Por isso, a parceria que a WFP está fazendo com a Aliança, por meio da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), tem grande importância para amenizar essa situação em comunidades do Amazonas. Temos também que pensar no pós pandemia, propondo políticas públicas sustentáveis, principalmente para os povos da Amazônia”, disse.

Mais sobre o webinar

Outro participante do webinar, o representante da Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA/Manaus), Ariel Molina, ressaltou a importância de se pensar na segurança alimentar indígena. Segundo ele, muitos indígenas têm a alimentação baseada em frutas da floresta, insetos comestíveis e também dependência na compra de “produtos urbanos”.

“Com a pandemia e o fechamento dos comércios, muitos deles (indígenas) tiveram dificuldades para ter acesso a esses produtos da vida urbana. Porém, eles acabaram se organizando internamente para explorar as cadeias extrativistas com café, banana, castanha e outros. Por isso, temos que pensar em como trabalhar essas duas coisas voltadas para as comunidades indígenas”, afirmou.

Já um dos coordenadores do programa Onisafra, Macaulay Souza, afirmou que é preciso causar uma reflexão sobre o consumo dos alimentos para incentivar a venda de produtos regionais e das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) da Amazônia. Segundo ele, atualmente, a população do Amazonas consome 70% de frutas e verduras de outros estados, e é preciso mudar esse ritmo de consumo.

A representante da Rede Maniva, Renata Farias, afirmou que além de mudar a forma de consumo, é necessário criar políticas públicas sérias para fortalecer a agricultura familiar e a produção orgânica de alimentos. Ela ainda sugeriu a criação de aplicativos para ajudar na venda desses produtos e ações para melhorar o escoamento da produção.

Instituições realizam debates virtuais para fortalecer ações da “Aliança Covid-Amazonas”

Parceria entre Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Movimento Fridays For Future Brasil e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP) vai fortalecer as doações para a Aliança Covid-Amazonas

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) realizará um webinar e uma live, através do Facebook e Youtube, nesta quarta-feira, dia 17, com o objetivo de ampliar e fortalecer as ações da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, que tem o apoio de 73 instituições e está realizando diversas doações e atividades no interior do Estado, e em alguns bairros carentes de Manaus.

A programação começa à tarde, às 15h (Manaus), com transmissão via Facebook (/fasamazonas) do webinar “Segurança Alimentar na Amazônia” que terá a participação dos representantes do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP), Daniel Balaban; do movimento CSA Manaus/Brasil, Ariel Molina; da Onisafra, Macaulay Souza; da Rede Maniva, Renata Geraldo; e com mediação do superintendente geral da FAS, Virgilio Viana. Terá o objetivo de discutir as perspectivas para garantir a segurança alimentar em comunidades remotas do Amazonas e apresentar alternativas, e soluções efetivas e sustentáveis, levando em consideração os saberes caboclos dos povos tradicionais.

Já às 19h (Manaus) inicia a Live “Saúde e Empreendedorismo em Tempos de Covid-19”, com transmissão pelo canal no Youtube da FAS (/tvfasamazonas) e será conduzida por um time totalmente feminino. São elas, a representante do movimento Fridays For Future Brasil, Amália Garcez; a coordenadora do Programa Cidades Sustentáveis da FAS, Paula Gabriel; a liderança jovem Saterê Mawe e estudante de Biologia, Samela Saterê Mawê; e  a Técnica em enfermagem do povo Witoto, Vanda Ortega.

A live é uma parceria da FAS com o movimento Fridays For Future Brasil em prol da campanha SOS Amazônia (www.sosamazonia.fund/), com o intuito de ajudar comunidades indígenas do território amazônico no combate à Covid-19. A campanha começou no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, e já recebeu o apoio de 1.113 pessoas e mais de R$ 197 mil em doações.

“Durante a live será abordado como está a situação dos povos indígenas de Manaus e do interior do Amazonas, e como será a execução do dinheiro que está sendo captado na campanha e vai ser gerenciando pela Aliança Covid-Amazonas”, pontua Paula Gabriel, uma das participantes do evento online.

Sobre a Aliança

Entre as atividades da Aliança Covid-Amazonas, é destaque as ações que estão sendo realizadas, desde a semana passada, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, com a doação de materiais informativos, insumos básicos (cestas, produtos de higiene e máscaras), materiais para agentes de saúde comunitário (oxímetro, termômetro, medidor de glicose e outros), além de consultas por meio da telessaúde e outras atividades.⠀Mais de 40 comunidades serão beneficiadas com essa missão da Aliança Covid-Amazonas, que terminará na próxima quinta-feira, dia 18.⠀

Além da FAS, também participam da ação as secretarias de Estado do Meio Ambiente, da Saúde, de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Prefeitura de Novo Aripuanã, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), Fiocruz, Fundação Avina, Instituto Coca-Cola Brasil, Agentes Comunitários de Saúde do Rio Negro (ACS – Rio Negro), Marriott, Arapyaú e Amarmjuma.⠀

FAS e Conab formam parceria para garantir preço mínimo de produtos da sociobiodiversidade em Unidades de Conservação

Crédito das imagens: Dirce Quintino

Em mais uma articulação para levar geração de renda aos produtores do interior, principalmente em Unidades de Conservação (UCs), a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) está firmando uma parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para facilitar o acesso de agricultores familiares e extrativistas à Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Nesse programa, o produtor recebe um valor adicional pela produção comercializada por meio de uma subvenção concedida pelo Governo Federal.

No Amazonas, são nove os produtos da sociobiodiversidade previstos no PGPM-Bio: açaí, andiroba, babaçu, borracha natural, buriti, cacau extrativo, castanha-do-brasil, murumuru, piaçava e pirarucu. Com o programa, os produtores dessas cadeias têm complemento de renda de até R$ 12 mil por ano.

De acordo com o coordenador regional da FAS, Marilson Silva, uma das ações da fundação será o cadastramento de agricultores e extrativistas aptos a participarem do programa. A partir da identificação dos candidatos, a FAS e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) enviarão à Conab a documentação necessária, viabilizando o acesso dos produtores ao benefício.

“Faremos o trabalho de campo, garantindo que o produtor receba um adicional pela produção comercializada. Isso é apoio à geração de renda. Para a FAS é muito importante o apoio às cadeias produtivas. Já incentivamos, por meio do Fundo Amazônia/BNDES, a estruturação das cadeias produtivas, com insumos, máquinas, equipamentos e qualificação aos produtores. Agora, por meio da parceria com a Conab, fecharemos o ciclo apoiando também a comercialização”, explica Marilson. Segundo ele, a FAS atende 40 mil famílias em 16 unidades de conservação do Amazonas.

O gerente do programa Floresta em Pé, Edvaldo Corrêa, afirma que a política de subvenção é mais uma alternativa de comercialização para o produtor rural. “O acesso ao subsídio pelos extrativistas vai dar oportunidade de vendas e garantia de preço aos seus produtos, principalmente na época da safra, quando o preço cai bastante. Este ano, temos perspectivas de incluir os manejadores de pirarucu no acesso a esta política. Foi um grande avanço a inclusão do pirarucu de áreas de manejo natural como produto da sociobiodiversidade. Em épocas em que o preço do produto está mais baixo, acessar essa política de preço mínimo é uma grande vantagem, pois garante um recurso maior ao produtor”, diz.

Apoio ao produtor

Para o superintendente da Conab no Amazonas, Pedro Jorge Benício, a cooperação com a FAS é essencial para fomentar a adesão às políticas de subvenção dentro das Unidades de Conservação do Amazonas. O superintendente ressalta que mais agricultores e extrativistas podem conhecer os benefícios do programa com essa iniciativa.

“A Conab disponibiliza ao produtor rural um portfólio de programas que possibilitam a geração de renda, favorecem a segurança alimentar e nutricional, e atuam fortemente, no caso do Amazonas, na manutenção da floresta em pé. Entre esses programas, entendemos que a PGPM-BIO possui um grande potencial para ser implementado dentro das unidades (de conservação) onde a FAS atua”, afirmou Benício.

O superintendente também destaca as vantagens da política de preço mínimo, que é menos burocrática. “O produtor nem precisa ter uma conta bancária. Se ele não tiver uma conta, pode retirar o recurso direto em sua agência bancária, portando identidade e CPF”,  informou.

Na PGPM-Bio, o preço mínimo é estabelecido junto com os comunitários, de forma participativa. A Conab paga a diferença ao produtor sempre que o preço de venda cai abaixo do preço mínimo estabelecido, garantindo renda para as famílias produtoras.

Avanço da Covid-19 no Amazonas impacta turismo de base comunitária e instituições apresentam soluções para retomada econômica

Para propor estratégias que amenizem a crise, a Fundação Amazonas Sustentável promoveu um seminário virtual

 

Com cinco horas de realização e a participação de mais de 100 pessoas de diversas partes do Brasil e até da Europa, o webinar “Turismo Comunitário na Amazônia em Tempos de Covid-19”, promovido nesta  quarta-feira, dia 10, apresentou soluções para a retomada do setor após a pandemia do coronavírus.

“O início do ano foi muito bom. Estávamos otimistas porque já tínhamos muitas reservas até junho. Recebemos turistas em janeiro e fevereiro mas, aí chegou março e tudo desmoronou. Essa é a pior crise que eu já tive como empreendedor e também como morador ribeirinho”, contou o proprietário da Pousada do Garrido, Roberto Brito, que fica na comunidade Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro (a 80 quilômetros de Manaus). Segundo o proprietário, o prejuízo ultrapassa R$ 63 mil.

Outra atividade impactada é a pesca esportiva no Amazonas. No município de Itapiranga, moradores da  RDS do Uatumã, a 227 quilômetros de Manaus, estimam prejuízos significativos. Somente a pousada El-Shaddai contava com 90 pacotes para a temporada de 2020, mas todos foram cancelados, totalizando uma perda de faturamento estimada em R$ 405 mil.

O webinar foi realizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em parceria com o Fórum de Turismo de Base Comunitária, para propor soluções com o objetivo de ajudar empreendedores, colaboradores e profissionais autônomos da cadeia do turismo no Amazonas, amenizando os impactos com a crise gerada pela pandemia.

A presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros, prevê um retorno das atividades de turismo no Amazonas entre agosto e setembro, e informou que o Governo do Estado está realizando uma série de ações relacionadas ao assunto. Segundo ela, as atividades estão direcionadas para o reposicionamento do turismo amazonense em nível nacional e internacional, com a consultoria de especialistas e muitas ações digitais.

“Vamos contratar uma empresa de renome para a criação do Plano Estadual de Turismo, junto com o apoio de lideranças locais e instituições envolvidas com o setor. Também vamos viabilizar recursos do Governo Federal com o objetivo de melhorar a infraestrutura para receber o turista com mais conforto. Além disso, estabeleceremos um protocolo de segurança e prevenção, orientando a todos, principalmente as Unidades de Conservação e comunidades indígenas. O protocolo foi criado após pesquisas nacionais e internacionais feitas pela Amazonastur, que servirão para orientar os empresários e prestadores de serviço”, disse Medeiros.

Ações da FAS

Já a superintendente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, Valcléia Solidade, relatou algumas ações da instituição para enfrentar o cenário atual como a criação da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, com o apoio de 73 instituições, que tem promovido diversas doações e atividades no interior do Estado e em alguns bairros carentes de Manaus.

“Estamos pensando em uma estratégia para reverter esse cenário de crise, levando em consideração todos os protocolos de segurança, melhorando a tecnologia de algumas localidades e viabilizando recursos. Também garantimos em algumas comunidades o acesso aos programas econômicos dos governos estadual e federal. Acreditamos que esse momento traz uma reflexão para que possamos pensar em ações estruturantes e menos burocráticas para atender o empreendedor lá na ponta, nessas comunidades, e toda a cadeia do turismo, como também quem produz artesanato e outros produtos da floresta”, disse.

Linhas de Créditos

Entre as soluções econômicas apresentadas no webinar, foi destaque a linha de crédito da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que pode ser solicitada de forma digital com recurso de até R$ 21 mil para empreendedores cadastrados na Amazonastur e até R$ 1 milhão para grandes empresas do setor de turismo. “Essa linha de crédito teve redução de taxa de juros e o pagamento prolongado até 2021. Temos recursos e estamos disponibilizando tudo de forma digital para facilitar o acesso”, afirmou o representante da Afeam, Kirk Douglas.

Já o representante do Bradesco, Ivson Barsand, enfatizou o acesso à microcrédito de até R$ 20 mil, realizado de forma rápida, com taxas baixas, através da plataforma digital do banco. “Também estamos criando gratuitamente sites para ajudar os microempreendedores a venderem seus produtos”, afirmou.

O coordenador de empreendedorismo da FAS, Wildney Mourão, disse que o turismo precisa de ajuda para a retomar as atividades após a pandemia. “Não temos muitas certezas sobre o cenário atual, mas temos muitas ideias para retomar o turismo de forma forte, estruturado e ainda mais organizado”, comentou. Ele também informou que a FAS pode fazer o levantamento dos profissionais e empresas que atuam no setor de turismo, nas Unidades de Conservação e comunidades do interior do Amazonas, para terem acesso às linhas de crédito da AFEAM e Bradesco.

O webinar teve a participação das principais instituições envolvidas no assunto como Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Universidade do Estado do Amazona (UEA), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência de Fomento do Estado do Amazonas S.A (Afeam), Bradesco, Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Associação Zagaia Amazônia, Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA), além dos empreendimentos Manati Lodge e Pousada do Garrido, localizados no interior do Estado.

Laboratório de Turismo Comunitário

Como resposta à crise econômica, também foi criado o ‘Laboratório de Turismo Comunitário da Amazônia’ que vai avaliar os impactos socioeconômicos causados pela pandemia nas atividades turísticas e será uma forma de apoiar comunidades ribeirinhas, e indígenas do Amazonas.

As ações do laboratório contam com a construção de uma rede colaborativa para discussões sobre o Turismo Comunitário na Amazônia (Governo, empresas, academia, empreendedores ribeirinhos e ONGs), com uma campanha para o não cancelamento de serviços turísticos na Amazônia, mas sim mudança de data para o pós crise. Além disso, terá a criação de uma plataforma digital de Turismo na Amazônia com dados sobre as atividades turísticas de base comunitária e de pesca esportiva.

FAS e Lojas Americanas levam internet para Reserva de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas

Internet foi instalada na RDS do Uatumã, no Núcleo de Conservação e Sustentabilidade da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet no Brasil. Nas áreas rurais e distantes dos grandes centros este número é ainda maior: pouco mais de 2 em cada 4 brasileiros podem se conectar à rede, de acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com o intuito de minimizar esta disparidade, ainda pior em comunidades do Amazonas, a Fundação Amazonas Sustentável (FAs) e as Lojas Americanas instalaram, na última semana, internet via satélite a mais um dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS), dessa vez na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã.

Além de permitir que os moradores possam estudar e empreender, a conexão trouxe o serviço de telessaúde do Governo do Amazonas, otimizando e permitindo mais qualidade do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) neste contexto de pandemia do coronavírus.

Para chegar no NCS, é necessária uma viagem de quatro horas de carro e mais duas horas de lancha rápida, partindo de Manaus. A partir de agora, a comunidade beneficiada vai descobrindo os benefícios do acesso à internet, inclusive para “matar as saudades”, conforme explicou um jovem morador. “Vai ser bom para se comunicar com os familiares distantes, para matar as saudades, de longe e de muito tempo”, garante o estudante Luiz Augusto Meireles.

A FAS possui nove núcleos espalhados pelo Amazonas. Atualmente, com a instalação no NCS do Uatumã, há cinco deles com acesso à internet, beneficiando diretamente mais de 250 estudantes. “Garantir, principalmente, acesso à capacitação em tecnologias da informação e conteúdos antes não acessados, por conta das distâncias físicas entre as comunidades e os grandes centros, é o principal objetivo da iniciativa”, disse o Coordenador de Projetos do Programa de Educação, Saúde e Cidadania da FAS, Amandio Oliveira. Iniciado em 2018, o projeto de conectividade da FAS e Americanas já beneficia, diretamente, mais de 836 pessoas.

Sobre os NCS’s

Os NCS’s são espaços formados por salas de aula, refeitório, biblioteca, alojamentos para alunos e professores, além de laboratório de informática. Essas estruturas integradas à floresta funcionam em parceria com as Lojas Americanas, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), prefeituras municipais e também tem apoio do Bradesco, Fundo Amazônia, Samsung e Petrobras.

Gilcele Miriam Pereira Coutinho, moradora da Comunidade Cesaréia e gestora do NCS do Uatumã, comemorou a iniciativa. “Eu quero parabenizar pela iniciativa de colocar esse meio de comunicação, que a gente precisava muito. Aqui é um lugar distante e a internet vai ajudar não só os estudantes, mas também a população ribeirinha quando acontece um acidente. Vai melhorar o desenvolvimento dos alunos e ajudá-los nos estudos à distância. É uma ‘porta’ muito grande que se abriu”, afirma.

Atendimento Covid-19

A internet chegou no núcleo e com ela o sistema de telessaúde do Governo do Amazonas. O serviço, uma iniciativa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus, em parceria com a FAS, tem por objetivo melhorar a qualidade de atendimento em relação à atenção básica do SUS, por meio da ampliação de capacitação das equipes de saúde da família através da internet. Além do treinamento, também são disponibilizados equipamentos de proteção e prevenção à Covid-19. Por meio do serviço, ainda são compartilhados vídeos e mensagens preventivas.

A ação também é resultado da articulação no âmbito da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS com o apoio de 71 parceiros, entre instituições públicas e privadas, como as Lojas Americanas.

Movimento Fridays For Future faz campanha mundial em apoio à Aliança Covid-Amazonas

SOS Amazônia tem como meta arrecadar R$ 1 milhão para doação de itens de higiene, alimentação e equipamentos de saúde. A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) vai receber os recursos do crowdfunding para as regiões e comunidades do Amazonas

O movimento Fridays For Future está liderando uma campanha global de combate à Covid-19 no Amazonas, com apoio da ativista ambiental sueca, Greta Thunberg, considerada personalidade do ano pela revista americana Time, ano passado. O financiamento coletivo tem como destino a “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e seus 71 parceiros. Contribuições podem ser feitas pelo site sosamazonia.fund, que em 24 horas já recebeu mais de 65 mil reais de aproximadamente 450 doadores.

A campanha SOS Amazônia é uma iniciativa do movimento Fridays For Future, formado por jovens ativistas brasileiros e internacionais, criada com o intuito de ajudar comunidades indígenas do território amazônico no combate à Covid-19. Por meio de um financiamento coletivo internacional, o objetivo é arrecadar R$ 1 milhão para a compra de itens básicos de higiene, alimentação e investimentos em equipamentos de saúde. A ação pretende beneficiar a cidade de Manaus e seu entorno, além do interior do estado do Amazonas.

“As autoridades públicas da região emitiram um pedido de socorro ao mundo. Como ativistas, não poderíamos ignorar esse pedido. Sabemos que não podemos enfrentar a crise climática sem antes enfrentar a crise do coronavírus. Logo, se não ajudarmos as populações da Floresta Amazônica, estaremos permitindo que ambas a crises se desenvolvam. Nós precisamos escutar os cientistas, os médicos e as pessoas que estão sofrendo”, disseram os organizadores do movimento em release divulgado à imprensa.

A ação será realizada em parceria com a FAS, que se propôs a receber e encaminhar os recursos do crowdfunding para as regiões e comunidades selecionadas pelos ativistas. O Fridays for Future Brasil não representa uma organização formal, portanto não tem autonomia legal e nem a estrutura para fazer esse tipo de ação. “Escolhemos a FAS porque eles concordaram em viabilizar nossos projetos. Os projetos foram concebidos após muitas conversas com indígenas, que nos relataram as necessidades de suas comunidades”, informaram os organizadores.

As contribuições podem ser feitas por pessoas de qualquer país pelo site sosamazonia.fund. O valor arrecadado será gerido por um comitê formado pelo movimento e representantes da FAS. Ao longo do encaminhamento dos recursos, será informado o que está sendo comprado e quais comunidades serão beneficiadas. O projeto prevê distribuir os recursos da seguinte forma: 20% para o Alto Rio Negro, 30% para Lábrea e Purus, 45% para comunidades de Manaus e entorno e 5% para eventuais transtornos e novas ideias.

A Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS, tem o apoio de 71 parceiros, entre instituições públicas e privadas, empresas e prefeituras. Os recursos arrecadados pela articulação são utilizados para atender as particularidades de cada região do Amazonas no combate à Covid-19.

Já foram recebidas 2.289 cestas básicas, 11.500 máscaras, 6.900 kits, 54 atendimentos em telessaúde realizados, 7.000 litros de combustível, 7.500 máscaras, 3 oxímetros e 520 testes rápidos foram doados, além de 160 kits com equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde.

Missão pelo interior

Com a chegada de recursos captados com diversos parceiros, a Aliança realizou, na última semana, uma expedição pelo Rio Negro e aproximadamente 30 comunidades foram beneficiadas. A ação foi realizada de 30 de maio e 1° de junho. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro foi a primeira unidade de conservação a receber a força-tarefa, que também se estendeu para a RDS Puranga Conquista. Na próxima semana, profissionais da FAS e diversas instituições viajam para as Reservas de Desenvolvimento Sustentável do Juma e Piagaçu-Purus.

Aliança Covid estabelece recomendações para agentes comunitários de saúde que atuam no enfrentamento do coronavírus no interior do Amazonas

Para garantir a saúde e segurança dos moradores, médicos e enfermeiros que trabalham no combate à Covid-19 em comunidades ribeirinhas e indígenas, instituições elaboraram um guia de recomendações para atenção primária à saúde. A publicação é uma recomendação da Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com 70 instituições e prefeituras. O documento possui orientações para evitar o contágio da doença, como fazer o diagnóstico e parâmetros para a transferência de pacientes para a sede municipal mais próxima. Clique AQUI para download.

“O guia é resultado de um longo trabalho desenvolvido pelo Comitê Técnico-Científico da Aliança com apoio da Academia Amazonense de Medicina e Associação Médica do Amazonas”, informou o superintendente geral da FAS, Virgílio Viana. “Trata-se de uma importante ferramenta para a ação dos agentes comunitários de saúde que atuam em comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas no enfrentamento à Covid-19”, completa.

A elaboração do guia de recomendações teve a participação de 16 médicos, além de outros profissionais da saúde que fazem parte da Aliança. Entre as recomendações para diminuir os riscos de transmissão do vírus, estão a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas; higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel; uso constante de máscara; gargarejo com bicarbonato de sódio ou sal com água morna; e lavagem nasal com soro fisiológico caseiro. Os grupos de riscos são orientados a permanecerem em casa, saindo apenas quando houver extrema necessidade.

O médico infectologista e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Bernardino Albuquerque, informou que o material foi definido por toda uma sequência de discussões entre os profissionais do comitê. “Acreditamos que será de grande importância para os profissionais de saúde que estão na ponta, principalmente no que diz respeito à avaliação da evolução clínica de pacientes com coronavírus que precisam de um tratamento mais especializado. O guia visa dar subsídios aos profissionais da linha de frente, que atuam em regiões remotas de difícil acesso para fazer o encaminhamento dos pacientes às sedes municipais quando for necessário”, comentou.

O guia também orienta os profissionais de saúde a como proceder caso um comunitário apresente os sinais e sintomas de coronavírus. A recomendação principal é a oximetria, avaliando a concentração de oxigênio no sangue. Caso o comunitário apresente muito cansaço e falta de ar, os agentes avaliarão a transferência dele para tratamento na sede municipal mais próxima da comunidade. Fatores como idade do paciente e existência de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, câncer, doença pulmonar, cardíaca, neurológica e obesidade também serão considerados.

Suporte às comunidades

A Aliança Covid Amazonas vem atuando com a prestação de assistência básica nas comunidades do interior atingidas pela pandemia, beneficiando com suas atividades mais de 24 mil pessoas em sete municípios. Entre as ações de atenção à saúde, está a telemedicina que leva orientações médicas online aos profissionais que atuam em comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. Testes rápidos da Covid-19, oxímetros, termômetros, medidores de pressão, álcool gel e EPIs também foram distribuídos para auxiliar no trabalho dos agentes de saúde no interior do Amazonas. Além disso, mais de 1,4 mil litros de combustível para ajudar no transporte fluvial de pacientes foram destinados às comunidades e unidades de conservação do Estado.

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” está há aproximadamente dois meses fazendo uma forte articulação em busca de recursos, financeiros e materiais, para atender as particularidades de cada região do Amazonas no combate à Covid-19. As doações podem ser feitas através do site fas-amazonas.org ou do e-mail contato@fas-amazonas.org

Virada Sustentável Manaus amplia inscrições em busca de projetos com formatos alternativos ou online

Em decorrência da pandemia de Covid-19, a Virada Sustentável Manaus, festival de mobilização para a sustentabilidade correalizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), prorrogou até 31 de julho o prazo para inscrição de projetos. O objetivo é contemplar iniciativas que proponham formatos alternativos de realização, adequados ao cenário atual, inclusive com ações online. As inscrições podem ser feitas no site: www.viradasustentavel.org.br/manaus.

Previsto inicialmente para ocorrer em julho, o festival teve suas datas alteradas e será realizado somente no fim do ano,  em formatos híbridos: atividades virtuais ou presenciais sem aglomerações. Segundo a coordenadora da mobilização em Manaus, Paula Gabriel, a prorrogação do edital tem o objetivo de receber  ideias, soluções e possibilidades de ações que se enquadrem a essa nova realidade.

“Considerando as recomendações de prevenção e a importância de pensar na coletividade, vimos a necessidade de abarcar projetos inovadores que abordem o tema da sustentabilidade de forma criativa, sem provocar aglomerações. Este é o momento de parar para refletir e encontrar maneiras diferentes de continuar ‘virando’ a cidade”, destaca.

Entre as opções de atividades, estão projetos artísticos, culturais, educativos, sociais, ambientais e de bem-estar em prol da sustentabilidade. A nova configuração também permitirá que pessoas de outros Estados e até outros países se inscrevam e ofereçam atividades através da internet.

Podem participar artistas, oficineiros, palestrantes, organizações, fundações, movimentos, coletivos, escolas, universidades e equipamentos culturais que desejem integrar a programação do festival.

O conteúdo da ação deve ser relacionado a pelo menos um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), envolvendo temas como igualdade de gênero, saúde e bem-estar, consumo e produção responsáveis, educação de qualidade, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis e erradicação da pobreza.

O processo de seleção das atividades levará em consideração três quesitos principais: relevância e atratividade do conteúdo para o público, aderência à proposta da Virada Sustentável e capacidade de atendimento pela organização, em relação às necessidades técnicas dos projetos.

Não há limite de número de inscrições de atividades por parte dos proponentes. Ao final da seleção, todos receberão via e-mail indicado no ato da inscrição uma notificação sobre o seu resultado no edital.

Mais informações podem ser obtidas através do e-mail:  manaus@viradasustentavel.org.br.

Aliança para o Enfrentamento ao Coronavírus no Amazonas realiza força-tarefa em unidades de conservação

O objetivo é que outras Unidades de Conservação (UCs) recebam doações, atendimento médico e assistência básica durante a pandemia

Cerca de 30 comunidades foram beneficiadas com a missão da Aliança Covid Amazonas neste final de semana. A ação iniciou no sábado, dia 30 de maio, e termina hoje, 1 de junho. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro foi a primeira unidade a receber a força-tarefa, que também se entendeu para a RDS Puranga Conquista.

A missão é resultado de um plano de ação desenvolvido pela Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com mais de 70 instituições e prefeituras para levar assistência básica às regiões do interior atingidas pela pandemia.

“Por meio da Aliança, trazemos para essas comunidades equipamentos, estratégias e insumos importantes para auxiliar o trabalho dos agentes de saúde locais”, pontuou o superintendente geral da FAS, Virgílio Viana, que também destacou a relevância do sistema de telessaúde, que permite que médicos orientem as comunidades à distância, inclusive com atendimento psicológico.

No total, 15 comunidades na RDS Rio Negro, que compreende os municípios de Novo Airão, Iranduba e Manacapuru, foram beneficiadas e 14 na RDS Puranga Conquista. Além da FAS, também participaram da ação as Secretarias de Estado do Meio Ambiente, da Saúde, de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Associação de Povos e Comunidades Tradicionais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, Prefeituras de Iranduba e Manaus, Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Universidade do Estado do Amazonas, Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), Fiocruz, Fundação Avina, Fundação André e Lucia Maggi, Programa Água + Acesso, Instituto Coca-cola Brasil e Agentes Comunitários de Saúde do Rio Negro.

Entre as ações, destaque para a doação aos agentes de saúde de oxímetros, termômetros, medidores de pressão e álcool gel para auxiliar no trabalho, além de EPIs, distribuição de 1,4 mil litros de combustível para ajudar no transporte fluvial de pacientes e no abastecimento das casas de produção farinha, envio de cartazes e vídeos, cestas básicas, insumos para produção de máscaras, dentre outros.

Para a titular da Sejusc, Caroline Braz, a articulação com a FAS é fundamental para levar atendimento às populações do interior. “Se as ações fossem desconectadas, não conseguiríamos atender essas comunidades com tantos serviços diferenciados. Graças a parceria com a FAS, que possibilita toda a logística, conseguimos trazer doações e garantir saúde e dignidade para que as pessoas enfrentam o coronavírus”, disse a secretária.

O secretário da Sema, Eduardo Taveira, enfatiza a importância da parceria para tratar a questão da pandemia na Amazônia. “Não há outra maneira de atender a região na escala necessária sem essa parceria. A Amazônia precisava de uma conexão para enfrentar o coronavírus de forma sistêmica, e daí entrou a Aliança, que conseguiu mobilizar parceiros de diferentes áreas para minimizar os impactos da pandemia no interior do Estado”, elogiou.

Doações – A Aliança está atuando há aproximadamente dois meses com ações em prol das populações afetadas pelo coronavírus. Até o dia 28 de maio, foram mais de 24.214 pessoas beneficiadas em 32 municípios amazonenses. Já foram doadas 2.289 cestas básicas, sendo 1.500 da Fundação André e Lucia Maggi, 11.500 máscaras, 6.900 kits de higiene, sete de agentes de saúde foram capacitados e 54 de atendimentos em telessaúde realizados, 7.000 litros de combustível, 7.500 máscaras, 3 unidades de oxímetros e 520 testes rápidos e 160 kits de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde.

A secretária de Estado de Saúde, Simone Papaiz, reconheceu a importância do envolvimento do poder público e instituições como a Fundação Amazonas Sustentável: “O Estado precisa estar apto para oferecer mecanismos que permitam atender não apenas quem mora em centros urbanos. Porém, em uma situação de pandemia como a que estamos enfrentando, iniciativas como essa da FAS e dos parceiros que compõe o Aliança, tornam-se fundamentais. Vivemos um momento em que a união de esforços vai nos permitir diminuir os danos causados pela Covid-19”, afirmou.

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS, tem o apoio de 69 parceiros, entre instituições públicas e privadas, empresas e prefeituras. Os recursos arrecadados pela articulação são utilizados  para atender as particularidades de cada região do Amazonas no combate à Covid-19. As doações, em dinheiro ou materiais, podem ser feitas através do site fas-amazonas.org ou do e-mail contato@fas-amazonas.org.

 

Fundação Amazonas Sustentável realiza atividades virtuais na Semana do Meio Ambiente

Agenda prevê encontros com especialistas em conservação da Amazônia e artistas. 

Em comemoração a Semana do Meio Ambiente, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) realizará uma programação virtual para discutir questões ambientais com foco na Amazônia. A programação terá início neste domingo, dia 31 de maio. Ao todo, serão promovidas seis atividades até o dia 7 de junho, envolvendo especialistas, representantes de organizações e convidados especiais. 

A agenda on-line começa com o evento “Live pela Amazônia”, que ocorrerá às 10h (Manaus), no Instagram (@fasamazonas). O superintendente geral da FAS, Virgilio Viana, conduzirá um bate-papo com o líder indígena, ambientalista e escritor, Ailton Krenak, reconhecido internacionalmente como uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro.

A programação segue na quarta-feira (3), às 19h, no Instagram (@sdsnamazonia), com a live “Como ser sustentável na quarentena”, que terá a participação da secretária executiva da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia), Carolina Ramírez Méndez, e do engenheiro florestal e permacultor, Lucas Henrique. O objetivo é dar dicas práticas de como montar uma composteira e mini horta em casa, plantar vegetais em vasos e adotar hábitos simples que ajudam o planeta.

Na sexta-feira (5), serão realizadas duas transmissões ao vivo. Um dos destaques é o evento “Educação para (Des) envolvimento Sustentável” que aborda as iniciativas de educação implementadas pela FAS ao longo dos últimos 11 anos. Conduzida por Valcléia Solidade, superintendente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, e Luis Fabian Pereira Barbosa (Seduc) a transmissão será por hangout https://meet.google.com/hba-ouha-tvf.

Um bate-papo com música e arte regional ocorrerá no domingo (7), às 15h, em mais uma “Live pela Amazônia” no Instagram. Dessa vez, o convidado será o músico acreano, Nando Montenegro, que produz um som alternativo com o projeto chamado Batuque Banzeiro. Os eventos terão continuidade ao longo do mês de junho.