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Expedição emergencial leva assistência para famílias afetadas pela Covid-19 no interior do Amazonas

A viagem atendeu mais de 2.500 pessoas que moram na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma

Para chegar ao município de Novo Aripuanã, no interior do Amazonas, é necessário navegar 27 horas de barco. Foi esse o caminho que uma expedição da Aliança dos povos indígenas e populações tradicionais e organizações parceiras do Amazonas para o enfrentamento do coronavírus, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), percorreu recentemente para levar assistência à famílias afetadas pela pandemia do Coronavírus.

Foram beneficiadas 44 comunidades ribeirinhas, atingindo 500 famílias e 2.500 pessoas. A ação distribuiu produtos da Procter & Gamble Company (P&G), cestas básicas, kits contendo equipamentos de proteção individual (EPIs); máscaras de proteção, álcool em gel e oxímetros doadas pelo Universo Americanas; e 75 litros de álcool em gel. Também foram doados 1.010 litros de gasolina  e 40 litros de óleo lubrificante necessários para o transporte de pacientes da região.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos da RDS do Juma (Amarjuma), Maik Corrêa, um dos beneficiados com a expedição, agradeceu por todas as entregas realizadas que assistiram as comunidades da RDS do Juma. “Em nome das famílias da RDS do Juma assistidas, queremos agradecer aos parceiros dessa ação. Vivemos numa região distante e por isso tudo se torna mais difícil ter acesso. Somos gratos”, disse Maik.

A iniciativa teve apoio da Marriot, Swarovski (por meio do projeto Escolas D’ Água), OAK Foundation, Instituto Arapyaú, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Associação de Moradores e Amigos da RDS do Juma (Amarjuma), Prefeitura Municipal de Novo Aripuanã, Secretarias de Estado do Meio Ambiente e da Saúde do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati)

Um dos grandes impactos causados pela pandemia foi sentido na geração de renda nas comunidades ribeirinhas. Como forma de amenizar a crise na renda dessas famílias, foram doados 800 litros de gasolina para o transporte da produção de farinha. A adoção de boas práticas para reduzir os riscos de contágio foi também ação levada pela expedição, 500 cartazes foram distribuídos pelas comunidades como forma de propagar informações corretas para o combate das famosas fake news.

Mais do que levar informação para evitar a propagação da Covid-19 e atender as comunidades neste momento desafiador para todos, a expedição levou esperança, contou o coordenador da expedição, Marilson Silva. “A ação realizada na Amazônia profunda, além de levar cestas alimentícias, materiais de limpeza e de proteção contra o coronavírus, levou esperança para os ribeirinhos que vivem longe de Manaus e nos trouxe esperança  de dias melhores. A logística é desafiadora com o tempo que se leva para chegar nas comunidades da RDS do Juma. Tudo isso só foi possível graças aos nossos parceiros que nos apoiam em todas as nossas ações”.

Um desses parceiros é o Universo Americanas (composto por Americanas, B2W Digital, IF – Inovação e Futuro, Ame e LET´S), que criou um programa de auxílio às populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia durante a pandemia e já doou 300 mil máscaras, 1.000 oxímetros e 21,5 mil unidades de álcool em gel (500 ml)) com o objetivo de ajudar na higienização e combate ao avanço da Covid-19 na região.

Segundo a superintendente de desenvolvimento sustentável da FAS, Valcleia Solidade, ação teve como objetivo atender as famílias beneficiárias do Bolsa Floresta e mas além disso, evidenciou o propósito da Aliança contra Covid-19 que está em minimizar os impactos causados pela pandemia e levar um pouco de conforto para quem está na ponta.

“A aliança ela nasce com o propósito de unir o setor público, privado e as organizações sociais para que juntas possam unir esforços e pensar em estratégias que atendam às populações ribeirinhas e indígenas, principalmente  quando se fala em evitar o contágio lá nas comunidades. Essa grande aliança têm várias ações sendo planejadas e implementadas que vão desde estratégias de comunicação até ações no pós-pandemia. Tudo isso é realizado com um único propósito: minimizar os impactos e levar um pouco de conforto para quem está lá na ponta” afirma Valcleia.

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” foi criada e é coordenada pela pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com o envolvimento de 81 instituições públicas e da sociedade civil para ações de prevenção ao coronavírus. Busca disseminar e estimular a adoção de boas práticas para reduzir os riscos de contágio, levar os serviços e as informações em saúde via telessaúde e o transporte de pacientes graves.

 

RDS do Uatumã recebe ação solidária contra o coronavírus beneficiando mais de 415 famílias

Mais de 415 famílias que moram em 20 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã (distante 330 km de Manaus e localizada entre os municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga, no interior do Amazonas) foram beneficiadas com uma ação solidária, realizada de 22 a 29 de junho, para combater os impactos causados pela pandemia da Covid-19.

 A missão foi realizada pela Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento à Covid-19, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Também recebeu apoio do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati) e Associação Agroextrativista dos Comunitários da RDS Uatumã, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretarias de Estado do Meio Ambiente e da Saúde do Amazonas, Prefeitura Municipal de Itapiranga, Marriot, Swarovski, por meio do projeto Escolas D’ Água, OAK Foundation e Instituto Arapyaú.

Ao todo, foram doadas 500 cestas básicas para que as pessoas não precisem sair da RDS para comprar alimentos; 500 cartazes informativos sobre a doença e kits de material de limpeza, combustível para ajudar no transporte de pacientes e produtos da Procter & Gamble (P&G).

Além disso, o Universo Americanas doou máscaras, álcool em gel e oxímetros para reduzir o contágio do novo coronavírus. O Universo Americanas (composto por Americanas, B2W Digital, IF – Inovação e Futuro, Ame e LET´S) criou um programa de auxílio às populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia durante a pandemia. Nessa frente, a companhia já doou 300 mil máscaras, 1.000 oxímetros e 21,5 mil unidades de álcool em gel (500 ml) para a FAS com o objetivo de ajudar na higienização e combate ao avanço da Covid-19 na região.

 Para os profissionais da saúde que atuam na região, a missão garantiu a entrega de oxímetros, termômetros, aparelho de pressão e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Também teve teleatendimentos de saúde e psicológico, através do sistema de Telessaúde da UEA, e a distribuição de material informativo com recomendações médicas.“Os grandes avanços que estamos tendo na atenção básica de saúde nessas regiões remotas só aconteceram em virtude do sistema de telessaúde, com a capacitação dos agentes comunitários e indígenas. É uma estratégia extremamente promissora desenvolvida no âmbito da Aliança”, afirma o superintendente geral da FAS, Virgilio Viana.

“Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, duas comunidades tiveram alguns casos confirmados de coronavírus. O fato de chegarmos lá, nessas comunidades, com esses materiais e doações, foi muito importante para os moradores. A comunidade agradeceu bastante a ação”, disse a Agente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, Lizandra Sá.

“O momento da pandemia, apesar de uma aparente melhoria na capital, em Manaus, tem se agravado no interior do Amazonas. Assim, nossa ação em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil é importante para proporcionar um pouco de alívio aos moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã”, enfatizou o gerente de Manejo e Tecnologias Florestais do Idesam, André Vianna.

A presidente da Associação Agroextrativista dos Comunitários da RDS Uatumã, Diana Prado, informou que a pandemia do coronavírus paralisou as principais atividades econômicas das comunidades, onde vivem mais 1,6 mil pessoas. “Tivemos que parar tudo, a agricultura, as atividades de pesca esportiva, o turismo e até uma usina de extração de óleo. Isso prejudicou muitas pessoas e não temos previsão de quando poderemos retornar com essas atividades. Ficamos dependentes de auxílio e doações, pois não podemos sair daqui para evitar o contágio. Então, estamos muito agradecidos com essas doações que recebemos da FAS (Fundação Amazonas Sustentável) e dos seus parceiros”, declarou.

Os principais objetivos dessas missões coordenadas pela FAS são reduzir o risco e a velocidade de contágio do coronavírus; diminuir a necessidade de deslocamento às cidades, fazendo o diagnóstico através da telemedicina; apoiar no deslocamento dos pacientes com suspeita da doença; instituir protocolos para medidas de segurança e saúde; garantir apoio para atendimento psicológico; e iniciar a preparação pós-calamidade com apoio ao empreendedorismo local.

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” foi criada e é coordenada pela pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com o envolvimento de 81 instituições públicas e da sociedade civil para ações de prevenção ao coronavírus. Busca disseminar e estimular a adoção de boas práticas para reduzir os riscos de contágio, levar os serviços e as informações em saúde via telessaúde e o transporte de pacientes graves.

 

FAS e Lojas Americanas levam internet para Reserva de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas

Internet foi instalada na RDS do Uatumã, no Núcleo de Conservação e Sustentabilidade da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet no Brasil. Nas áreas rurais e distantes dos grandes centros este número é ainda maior: pouco mais de 2 em cada 4 brasileiros podem se conectar à rede, de acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com o intuito de minimizar esta disparidade, ainda pior em comunidades do Amazonas, a Fundação Amazonas Sustentável (FAs) e as Lojas Americanas instalaram, na última semana, internet via satélite a mais um dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS), dessa vez na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã.

Além de permitir que os moradores possam estudar e empreender, a conexão trouxe o serviço de telessaúde do Governo do Amazonas, otimizando e permitindo mais qualidade do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) neste contexto de pandemia do coronavírus.

Para chegar no NCS, é necessária uma viagem de quatro horas de carro e mais duas horas de lancha rápida, partindo de Manaus. A partir de agora, a comunidade beneficiada vai descobrindo os benefícios do acesso à internet, inclusive para “matar as saudades”, conforme explicou um jovem morador. “Vai ser bom para se comunicar com os familiares distantes, para matar as saudades, de longe e de muito tempo”, garante o estudante Luiz Augusto Meireles.

A FAS possui nove núcleos espalhados pelo Amazonas. Atualmente, com a instalação no NCS do Uatumã, há cinco deles com acesso à internet, beneficiando diretamente mais de 250 estudantes. “Garantir, principalmente, acesso à capacitação em tecnologias da informação e conteúdos antes não acessados, por conta das distâncias físicas entre as comunidades e os grandes centros, é o principal objetivo da iniciativa”, disse o Coordenador de Projetos do Programa de Educação, Saúde e Cidadania da FAS, Amandio Oliveira. Iniciado em 2018, o projeto de conectividade da FAS e Americanas já beneficia, diretamente, mais de 836 pessoas.

Sobre os NCS’s

Os NCS’s são espaços formados por salas de aula, refeitório, biblioteca, alojamentos para alunos e professores, além de laboratório de informática. Essas estruturas integradas à floresta funcionam em parceria com as Lojas Americanas, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), prefeituras municipais e também tem apoio do Bradesco, Fundo Amazônia, Samsung e Petrobras.

Gilcele Miriam Pereira Coutinho, moradora da Comunidade Cesaréia e gestora do NCS do Uatumã, comemorou a iniciativa. “Eu quero parabenizar pela iniciativa de colocar esse meio de comunicação, que a gente precisava muito. Aqui é um lugar distante e a internet vai ajudar não só os estudantes, mas também a população ribeirinha quando acontece um acidente. Vai melhorar o desenvolvimento dos alunos e ajudá-los nos estudos à distância. É uma ‘porta’ muito grande que se abriu”, afirma.

Atendimento Covid-19

A internet chegou no núcleo e com ela o sistema de telessaúde do Governo do Amazonas. O serviço, uma iniciativa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus, em parceria com a FAS, tem por objetivo melhorar a qualidade de atendimento em relação à atenção básica do SUS, por meio da ampliação de capacitação das equipes de saúde da família através da internet. Além do treinamento, também são disponibilizados equipamentos de proteção e prevenção à Covid-19. Por meio do serviço, ainda são compartilhados vídeos e mensagens preventivas.

A ação também é resultado da articulação no âmbito da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS com o apoio de 71 parceiros, entre instituições públicas e privadas, como as Lojas Americanas.

Comunidades indígenas recebem primeiras doações da campanha mundial SOS Amazônia

As primeiras doações da campanha SOS Amazônia, organizada pelo movimento Fridays for Future Brasil, com apoio de 16 jovens de diversos países e liderados pela ativista ambiental sueca, Greta Thunberg, chegaram em comunidades indígenas do Amazonas. Desde sexta-feira, dia 3, cestas básicas, máscaras de proteção facial e kits de higiene estão sendo entregues sob coordenação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), responsável pela distribuição no Estado.

Aproximadamente 150 famílias das aldeias indígenas Gavião, Inhambé, Sahu-Apé e Tururukari, localizadas próximas de Manaus, além do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, receberam as doações.

“Uma peculiaridade dessas doações é que as cestas básicas foram personalizadas de acordo com a base alimentar dos indígenas. Então, além dos alimentos como arroz e feijão, também inserimos frutas  e verduras regionais”, afirmou uma das coordenadoras da ação, a responsável pelo Programa Cidades Sustentáveis da FAS, Paula Gabriel.

Segundo ela, ainda nesse mês, as doações serão encaminhadas para mais 620 famílias de 11 comunidades em Manaus e 400 famílias dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro, Lábrea e Tapauá. O objetivo é chegar nas etnias Yanomami, Paumari, Apurinã, Deni, Jamamadi e Jarawara.

As doações para campanha SOS Amazônia são realizadas através do site www.sosamazonia.fund. Mais de 1200 pessoas já viabilizaram mais de R$ 226 mil. A meta da iniciativa é arrecadar R$ 1 milhão. Para os organizadores da campanha, as comunidades indígenas e ribeirinhas amazônicas são as maiores protetoras da floresta e fundamentais na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, é importante apoiar a ação para diminuir os impactos da pandemia do coronavírus nessas populações.

FAS

A FAS está realizando essa atividade através da Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus, em parceria com 86 instituições, empresas, secretarias e prefeituras. Juntos, já atingiram mais de 36 mil pessoas com diversas ações, em três meses, para diminuir as consequências da Covid-19.

Inscrições prorrogadas para o Prêmio SDSN Amazônia

Iniciativa premiará três soluções de enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia com um total de 3,5 mil dólares

As inscrições para a terceira edição do Prêmio SDSN Amazônia foram prorrogadas até o dia 10 de julho. A iniciativa, promovida pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia), em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), premiará três soluções de enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia com um total de 3,5 mil dólares. O cadastro das propostas deve ser realizado através do link: bit.ly/FormSDSNAmazonia2020.

Podem participar do prêmio universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil filiadas à rede SDSN Amazônia nos nove países da Bacia Amazônica: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. As instituições que não integram a rede podem fazer o pedido de adesão preenchendo o formulário de filiação no site: unsdsn.org/join.

Nesta edição, o foco são iniciativas que já estão em curso, voltadas para o combate ao novo coronavírus em comunidades indígenas, tradicionais e urbanas de baixa renda. O objetivo é identificar, dar visibilidade e incentivar soluções que estão garantindo apoio a essas populações, particularmente vulneráveis devido ao seu isolamento e acesso limitado à cuidados médicos.

A premiação vai considerar projetos nas categorias: acesso à serviço de saúde, educação, alimentos, água potável e saneamento, trabalho decente e crescimento econômico, consumo e produção sustentável, além de ações para o período pós-Covid.

Os 20 projetos mais relevantes serão publicados na Plataforma de Soluções Sustentáveis da SDSN Amazônia (http://maps.sdsn-amazonia.org/), uma plataforma on-line, georreferenciada e trilíngue (português, espanhol e inglês) que difunde novas tecnologias, modelos de negócios e políticas com potencial impacto transformador no desenvolvimento sustentável da região.

Um evento de premiação será realizado no dia 28 de julho para apresentar as cinco melhores soluções. Três delas receberão prêmios em dinheiro: o primeiro lugar receberá 2 mil dólares, o segundo lugar ganha mil dólares e o terceiro colocado 500 dólares.

Apoio à soluções em PDI

A SDSN Amazônia também está com inscrições abertas para o edital de apoio à projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) para enfrentamento da Covid-19, promovido em parceria com o Instituto Amigos da Amazônia (iAMA).

A iniciativa é voltada para membros da rede e oferecerá financiamento de até 5 mil dólares para dois projetos que contribuam para a contenção e mitigação da pandemia do novo coronavírus na Pan-Amazônia.

Os interessados podem realizar a submissão de propostas até o dia 8 de julho, por meio do link: bit.ly/financ2020. A divulgação do resultado da chamada, com o anúncio dos dois projetos selecionados, será feita no dia 17 de julho. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: info@sdsn-amazonia.com.

 

Seminário virtual apresenta estratégias para conter o avanço da Covid-19 na Amazônia

Em meio à pandemia de Covid-19, diversas organizações locais e globais têm unido esforços para minimizar os impactos do avanço do novo coronavírus na região pan-amazônica. Algumas dessas iniciativas foram apresentadas, nesta quinta-feira (30), durante o webinar “Estratégias para o enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia”, realizado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia) e Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Mais de 40 pessoas participaram do seminário virtual que reuniu especialistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru para compartilhar boas práticas, soluções e projetos que estão contribuindo para a contenção e mitigação da pandemia na região.

Dados da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) apontam mais de 432 mil casos confirmados e 13.875 mortes pela doença. Se o cenário já é crítico para quem vive nos grandes centros urbanos, fica ainda mais complexo para as populações tradicionais e comunidades indígenas, particularmente vulneráveis devido ao seu isolamento e acesso limitado à cuidados médicos.

Para o superintendente geral da FAS e mediador do evento, Virgilio Viana, é imprescindível repensar o sistema de saúde pública nas comunidades e aldeias. “A realidade da Covid-19 é extremamente ilustrativa da importância de fazermos isso. Sabíamos que o sistema de saúde pública nessas localidades era deficiente, mas isso talvez não tivesse sido escancarado de uma maneira tão clara e contundente como está sendo nessa pandemia. Diante da constatação de que esse sistema não é adequado, não dá conta da diversidade cultural, das especificidades e das condições de logística, é preciso repensá-lo”, disse.

Ainda no campo das políticas públicas de saúde indígena, a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos originários também foi uma das necessidades levantadas durante o primeiro painel do seminário, dedicado a discutir a situação atual e desafios para o enfrentamento da Covid-19 na Amazônia.

Segundo a líder do Foro Social Panamazónico (Bolívia), Doris Dominguez, as comunidades indígenas e tradicionais estão recorrendo aos produtos da floresta como fonte de tratamento e prevenção. “Estamos combatendo a pandemia com os meios naturais, com o que nos é dado pela natureza, pela nossa Amazônia”, afirmou.

Para a diretora do Programa de Biodiversidade e Povos Indígenas da Sociedade Peruana de Direito Ambiental – SPDA (Peru), Silvana Baldovino Beas, é importante avançar no reconhecimento e repartição de benefícios destes conhecimentos. “Ver como geramos, através deles, melhores condições de vida para essas comunidades e povos originários”, concluiu.

Cooperação internacional

Diante da ameaça do novo coronavírus, que põe em risco 34 milhões de habitantes e mais de 350 comunidades indígenas e tradicionais, mobilizar uma cooperação internacional entre os países da Bacia Amazônica pode representar uma solução potencial para os problemas do presente e do futuro. O tema foi destaque durante o seminário, que debateu ideias para a criação de uma espécie de rede ou comitê de intercâmbio entre as instituições panamazônicas, com participação equilibrada dos países envolvidos.

“É necessário pensar de maneira específica como podemos hierarquizar, nessa tríplice fronteira, os temas associados à saúde. Isso quer dizer fortalecer os serviços de saúde e prestar uma melhor ajuda entre os países”, pontuou a diretora do Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas SINCHI (Colômbia), Luz Marina Mantilla.

O diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luiz Bessa Luz, enfatizou que neste contexto epidemiológico é preciso olhar para a Amazônia como um único território. “Temos que trabalhar os problemas de saúde de uma única forma. Não podemos ter a Colômbia trabalhando com informações de saúde de um jeito, nós do Brasil trabalhando de outro, e o Peru de outra forma. Precisamos ter uma base integrada de dados para melhor compreensão dos perfis epidemiológicos que acontecem na região”, explicou.

Estratégias e soluções

O debate sobre colaboração e trabalho conjunto entre organizações teve continuidade no segundo painel do webinar, dedicado a apresentar estratégias e soluções que estão contribuindo para a contenção e mitigação da pandemia.

Uma das iniciativas que ganhou destaque foi a Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parcerias do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus, coordenada pela FAS. Mais de 38 mil pessoas de comunidades ribeirinhas, indígenas e isoladas, além de bairros periféricos de Manaus, já foram beneficiadas com as ações da Aliança, que envolve a participação de 86 parceiros, entre instituições públicas e privadas, empresas e prefeituras.

“Uma lição que tiramos desse momento é que não fazemos nada sozinhos. Juntos, somos muito mais fortes. Estamos aprendendo com a Aliança que todas as organizações têm um papel muito importante”, disse a superintendente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, Valcleia Solidade.

Para a representante do Hivos (Equador), Carolina Zambrano Barragán, as organizações da sociedade civil devem utilizar a crise para aumentar a colaboração e trabalhar em uma atuação com enfoque a longo prazo. “É preciso manter um olhar mais sistêmico da interrelação entre todos os fatores e problemas que estamos enfrentando. E que qualquer solução que propusemos possa ser sustentável no tempo, para além das necessidades imediatas. Compreendemos a necessidade, por exemplo, de kits de alimento e de higiene. Entretanto, temos a responsabilidade também de, além de destinar parte dos recursos para resolver essas demandas urgentes, concentrarmos em necessidades mais estratégicas e deixarmos um sistema de saúde que possa responder à Covid-19 e outras enfermidades, da comunidade para a comunidade”, destacou.

Outro fator abordado foi o engajamento das universidades para desenvolver soluções. O vice-reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleto Cavalcante de Souza Leal, compartilhou as ações realizadas pela instituição, com apoio voluntário de estudantes e professores, além de parcerias com o setor privado.

Uma das principais frentes de atuação da UEA durante a pandemia é o programa de telessaúde, que disponibiliza de forma online orientação clínica, capacitação e apoio aos profissionais de saúde de 62 municípios e seis aldeias indígenas. “Essa tem sido uma ferramenta poderosa para fazer treinamentos e chegar atendimento às comunidades indígenas e ribeirinhas”, disse Leal.

Em parceria com a Aliança e a FAS, o sistema da UEA tem garantido grandes avanços na atenção básica de saúde em regiões remotas. Desde maio, os profissionais que atuam através da Aliança já atenderam mais de 180 casos suspeitos de coronavírus em comunidades ribeirinhas do Amazonas, dos quais 31 foram assistidos via telemedicina.

Moradores da periferia e grupos de costureiras recebem apoio para minimizar impactos econômicos da pandemia em Manaus

Parceria entre FAS e Klabin apoia comunidades impactadas economicamente pela Covid-19

Combater os efeitos socioeconômicos causados pela pandemia do novo coronavírus nas periferias de Manaus e fortalecer grupos de costureiras são os principais objetivos da parceria entre a Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento à COVID-19, coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), e apoiada pela Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e embalagens de papel do Brasil. O projeto beneficiará 200 famílias manauaras em situação de vulnerabilidade por meio de doação de cestas com alimentos e itens de higiene, além da geração de renda, com a produção de 15 mil máscaras artesanais.

A proposta será executada em três fases, explica a  coordenadora do programa de Cidades Sustentáveis da FAS, Paula Gabriel. A primeira delas consiste em ações de apoio emergencial para famílias dos bairros Coroado, Redenção, Jorge Teixeira, Monte das Oliveiras e Parque das Tribos, com a doação de cestas básicas, kits de higiene e máscaras para 40 famílias de cada local. Além da distribuição dos itens, 75 líderes, mobilizadores e catadores de papel de cada localidade receberão um auxílio de R$ 200 por dois meses.

A segunda etapa ajudará na geração de renda no atual contexto de pandemia. Serão 8 grupos de costureiras, composto por mulheres periféricas, indígenas, imigrantes e refugiadas. As empreendedoras produzirão 15 mil máscaras artesanais, das quais metade será doada para instituições e projetos sociais, e a outra parte será comercializada para garantir renda às costureiras.

“Uma consultoria especializada vai apoiar esses grupos para que tenham bons canais de comunicação e ‘entrada’ com empresas, já que as máscaras são itens básicos para sair de casa com um pouco de segurança contra o coronavírus. Com esse apoio, as costureiras vão se profissionalizar, ser cadastradas como microempreendedoras individuais (MEI) e desenvolver um bom canal de comunicação e vendas”, acrescenta Paula Gabriel.  Ainda segundo ela a entrega das doações, o auxílio emergencial e a produção das máscaras começaram no dia 22 de junho.

“As expectativas para essa parceria entre FAS e Klabin são as melhores. A Klabin é uma empresa que tem políticas de responsabilidade social muito firmes e valores importantes para o atual cenário que vivemos”, afirma Paula.

“Estamos vivendo um momento sensível e sem precedentes. Mais do que nunca, a união de esforços nas diferentes esferas da sociedade fará a diferença. Somos uma empresa cidadã e acreditamos que cada atitude conta para enfrentar essa crise”, afirma o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira. O projeto tem apoio exclusivo da Klabin que também doará todas as embalagens para a entrega dos kits.

Sobre a Klabin

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, única companhia do país a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, e líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. Fundada em 1899, possui 18 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina.

Toda a gestão da empresa está orientada para o Desenvolvimento Sustentável, buscando crescimento integrado e responsável, que une rentabilidade, desenvolvimento social e compromisso ambiental. A Klabin integra, desde 2014, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3. Também é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade. Saiba mais: www.klabin.com.br

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS, tem o apoio de 7 parceiros, entre instituições públicas e privadas, empresas e prefeituras. Os recursos arrecadados pela articulação são utilizados para atender as particularidades de cada região do Amazonas no combate à Covid-19. As doações  para a Aliança podem ser feitas através do site fas-amazonas.org ou do e-mail contato@fas-amazonas.org.

Estratégias e soluções para enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia são temas de webinar

Especialistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru participarão do evento, que é gratuito e aberto ao público

Com objetivo de compartilhar boas práticas, soluções e projetos que contribuam para o enfrentamento e contenção do avanço do novo coronavírus na Amazônia, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) promovem, nesta terça-feira, dia 30, das 15h às 17h (horário de Manaus), o webinar “Estratégias para o enfrentamento à Covid-19 na Pan-Amazônia”.

O seminário virtual é gratuito, aberto ao público e será transmitido pela plataforma Zoom. Na programação, estão previstos debates sobre a situação atual e os principais desafios para o enfrentamento da Covid-19 na Amazônia, além de iniciativas que estão contribuindo para a contenção e mitigação da pandemia na região.

De acordo com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), já são mais de 389 mil casos confirmados e 13 mil mortes pela doença na Pan-Amazônia, até 24 de junho. Entre as populações indígenas, são 11,3 mil infectados e 780 mortos, representando aproximadamente 147 povos afetados pela Covid-19.

O evento promovido pela SDSN Amazônia e FAS terá a participação de representantes da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA/Equador), Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA/Peru), Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas (SINCHI/Colômbia), Fórum Social Panamazônico (Bolivia), Hivos (Equador), Colegio Médico de Loreto (Peru), Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia/Brasil) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA/Brasil). A mediação será realizada pelo superintendente geral da FAS, Virgilio Viana.

Para participar, basta realizar a inscrição através do link: bit.ly/covid19-amazonia.

Programação:

Abertura

15h00 – 15h05 (Manaus, GMT-4)

Moderação: Virgilio Viana – Superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável – FAS (Brasil)

Situação atual e desafios para o enfrentamento da COVID-19 na Amazônia 

15h05 – 16h05 (Manaus, GMT-4)

  • Sérgio Luiz Bessa Luz – Instituto Leônidas e Maria Deane Fiocruz Amazônia (Brasil)
  • Tuntiak Katan – Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica – COICA (Equador)
  • Silvana Baldovino Beas – Sociedad Peruana de Derecho Ambiental – SPDA (Peru)
  • Luz Marina Mantilla – Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas SINCHI (Colômbia)
  • Doris Dominguez – Líder del Foro Social Panamazónico (Bolivia)

Estratégias e soluções para o enfrentamento da COVID-19

16h05 – 17h05 (Manaus, GMT-4)

  • Valcleia Solidade – Fundação Amazonas Sustentável (Brasil)
  • Carolina Zambrano – Barragán – Instituto Hivos (Equador)
  • Luis Runciman – Colegio Médico de Loreto (Peru)
  • Cleto Cavalcante de Souza Leal – Universidade do Estado do Amazonas (Brasil)

Telemedicina garante assistência básica de saúde em comunidades distantes do Amazonas

Por meio do atendimento pela internet, populações remotas estão recebendo diagnósticos e atenção básica de saúde. 

Levar diagnóstico e atenção básica de saúde para comunidades do interior durante a pandemia é uma das ações da Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parcerias do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus. Para isso, realizou, nesta semana, uma capacitação para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) com o tema “Guia de Recomendações para Atenção Primária à Saúde em Comunidades Ribeirinhas, Rurais e Aldeias Indígenas do Amazonas para a Doença Covid-19”.

A Aliança Covid Amazonas é coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em parceria com 73 instituições e prefeituras. A capacitação utilizou uma importante ferramenta: o teleatendimento que disponibiliza de forma online orientação clínica, capacitação e apoio aos profissionais de saúde que atuam no interior.

A ação é realizada em parceria com o programa Telessaúde AM, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que disponibiliza a plataforma e profissionais para prestar assistência aos ACS em regiões remotas. Por meio desse canal de comunicação, os ACS recebem orientação para atuar de forma adequada na prevenção da doença e observação dos pacientes suspeitos com coronavírus.

“Os grandes avanços que estamos tendo na atenção básica de saúde nessas regiões remotas só aconteceram em virtude do sistema de telessaúde, com a capacitação dos agentes comunitários e indígenas. É uma estratégia extremamente promissora desenvolvida no âmbito da Aliança”, afirma o superintendente geral da FAS, Virgilio Viana.

Desde maio, os profissionais que atuam através da Aliança já atenderam mais de 180 casos suspeitos de coronavírus em comunidades ribeirinhas do Amazonas, dos quais 31 foram assistidos via telemedicina.

A gerente do Telessaúde AM, Waldeyde Magalhães, explica que a parceria com a FAS já é antiga e que passou por uma remodelação para suprir a nova realidade com o avanço do coronavírus na região.

“Com a questão da Covid-19, as demandas em saúde se intensificaram, o que nos levou a remodelar a forma como trabalhamos. Vimos que o atendimento via telemedicina seria ideal para esse momento de pandemia, especialmente para as comunidades mais distantes e isoladas. Nós ampliamos nossa atuação para as comunidades que já eram atendidas pela FAS e, assim, temos trabalhado para garantir mais assistência à população”, diz a gerente.

Mais internet, mais saúde

A Aliança Covid Amazonas levou o sistema de telessaúde para 12 pontos do Estado, abrangendo cinco Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), duas Reservas Extrativistas (Resex) e uma Área de Proteção Ambiental (APA). Em outra frente, a FAS e as Lojas Americanas também ampliaram a rede de internet, por meio do projeto de conectividade digital, para os núcleos de conservação e sustentabilidade (NCS) da FAS. Já são oito NCS’s com o serviço beneficiando quase mil pessoas no Amazonas. A instalação mais recente ocorreu na última semana, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no município de Novo Aripuanã.

Formação

Por meio da telemedicina, a Aliança Covid Amazonas está levando capacitação para que técnicos e agentes de saúde atuem na prevenção e observação dos sinais clínicos da Covid-19. Isso se dá por meio do ‘Guia de Recomendações para Atenção Primária à Saúde em Comunidades Ribeirinhas, Rurais e Aldeias Indígenas do Amazonas´.

O Guia é um documento com orientações para evitar o contágio da doença, como fazer o diagnóstico e parâmetros para a transferência de pacientes para a sede municipal mais próxima.

Além das informações técnicas, os ACS são orientados sobre o uso do oxímetro (aparelho que mede os níveis de oxigênio no sangue) como marcador de urgência e até emergência, em casos mais complicados da doença. A primeira formação virtual com o guia foi ministrada pelo médico Bernadino Albuquerque. A previsão é que mais formações ocorram envolvendo a participação de prefeituras e secretarias municipais do interior do Amazonas.

Sobre a Aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” está há três meses fazendo uma forte articulação em busca de recursos, financeiros e materiais, para atender as particularidades de cada região do Amazonas no combate à Covid-19. As doações podem ser feitas através do site fas-amazonas.org ou do e-mail contato@fas-amazonas.org.

Principal agência humanitária da ONU firma parceria com a FAS para enfrentar à Covid-19 no Amazonas

As ações contra o avanço e as consequências da Covid-19 em comunidades carentes e distantes do Amazonas ganharam um reforço importante, nesta semana, com a assinatura de um Protocolo de Intenções firmado entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e o Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP), considerada a maior e principal agência humanitária das Organizações das Nações Unidas (ONU).

O protocolo faz parte das atividades lideradas pela “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, coordenada pela FAS com o apoio de 73 instituições e prefeituras, e que beneficia mais de 19 mil famílias estabelecendo condições de atendimento, ações de saúde, suprindo necessidades como alimentos, entre outras atividades.

O superintende geral da FAS, Virgilio Viana, informou que o Protocolo de Intenções promoverá a distribuição de alimentos em comunidades carentes, principalmente do interior do Estado, com sensibilização sobre desafios da segurança alimentar e nutricional, além de possíveis abordagens para contribuir com a erradicação da fome e a promoção do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2 (ODS 2) – Fome Zero e Agricultura Sustentável.

Para debater mais sobre o assunto, nesta quarta-feira, foi realizado o webinar “Segurança Alimentar na Amazônia”, através do Facebook da FAS. Entre os participantes, estava o Diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do WFP, Daniel Balaban.

“A WFP (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas) atua em mais de 80 países e mobiliza um grande aparato logístico com o objetivo de levar alimentos para pessoas de baixa renda e populações que vivem em lugares distantes. A pandemia (do coronavírus) acelerou um processo que já estava acontecendo no Brasil, que é o aumento da fome e uma volta da extrema pobreza para muitas pessoas. Por isso, a parceria que a WFP está fazendo com a Aliança, por meio da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), tem grande importância para amenizar essa situação em comunidades do Amazonas. Temos também que pensar no pós pandemia, propondo políticas públicas sustentáveis, principalmente para os povos da Amazônia”, disse.

Mais sobre o webinar

Outro participante do webinar, o representante da Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA/Manaus), Ariel Molina, ressaltou a importância de se pensar na segurança alimentar indígena. Segundo ele, muitos indígenas têm a alimentação baseada em frutas da floresta, insetos comestíveis e também dependência na compra de “produtos urbanos”.

“Com a pandemia e o fechamento dos comércios, muitos deles (indígenas) tiveram dificuldades para ter acesso a esses produtos da vida urbana. Porém, eles acabaram se organizando internamente para explorar as cadeias extrativistas com café, banana, castanha e outros. Por isso, temos que pensar em como trabalhar essas duas coisas voltadas para as comunidades indígenas”, afirmou.

Já um dos coordenadores do programa Onisafra, Macaulay Souza, afirmou que é preciso causar uma reflexão sobre o consumo dos alimentos para incentivar a venda de produtos regionais e das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) da Amazônia. Segundo ele, atualmente, a população do Amazonas consome 70% de frutas e verduras de outros estados, e é preciso mudar esse ritmo de consumo.

A representante da Rede Maniva, Renata Farias, afirmou que além de mudar a forma de consumo, é necessário criar políticas públicas sérias para fortalecer a agricultura familiar e a produção orgânica de alimentos. Ela ainda sugeriu a criação de aplicativos para ajudar na venda desses produtos e ações para melhorar o escoamento da produção.