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Parceria entre FAS e Ramo Sistemas Digitais resulta na melhoria da gestão de empreendimento comunitário

Sistema de gerenciamento de pequenos negócios foi implantado na Empresa de Base Comunitária do município de Carauari, que tem assessoria da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

A produção ribeirinha sustentável já é uma realidade e tem trazido muitos benefícios para as comunidades do interior do Amazonas. Um exemplo é a Empresa de Base Comunitária (EBC) da comunidade Bauana, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari, que fica no município de Carauari.
O negócio é liderado por jovens ribeirinhos empreendedores que, com uma ideia na cabeça e um sonho no coração, produzem óleos vegetais no interior. A iniciativa já comercializa para grandes empresas como a Natura e beneficia mais de 32 comunidades. “Menino dos óleos” é um dos empreendimentos incubados na FAS e extraem o óleo de andiroba famoso por seu poderoso ativo natural anti-inflamatório.
Para profissionalizar a gestão, a FAS firmou uma parceria, em 2019, com a Ramos Sistemas Digitais para implantação do SAP Business One na EBC Bauana. O software permite o gerenciamento de negócios e foi criado exclusivamente para pequenas e médias empresas, permitindo a automatização de funções administrativas básicas.
“Antes da implantação do sistema, a EBC Bauana registrava suas informações no caderno ou no excel. Após a implantação do sistema, os empreendedores conseguem visualizar, em um único ambiente digital de gestão, o conjunto de informações do empreendimento”, disse Wildney Mourão, coordenador de Empreendedorismo e Negócios Sustentável da FAS.
Em 2020, a EBC Bauana já produziu mais de três toneladas de óleo de andiroba, quantidade igual a produção total do ano de 2019. A meta este ano é produzir e vender cerca de dez toneladas de óleo de andiroba e cinco toneladas de manteiga de murumuru processado. “A prova de que os conhecimentos tradicionais associados com tecnologia podem ir muito mais longe”, afirmou Wildney.

Texto/Imagem: Debora Holanda

Unidades de Conservação do Amazonas recebem 200 testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 em comunidades do interior

Comunidades Três Unidos, Acajutuba e Bela Vista receberam reforço do Estado para realização de testes nesta quinta-feira (21/05)

Um total de 200 testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 foi disponibilizado pelo Governo do Amazonas, nesta quinta-feira (21/05), para moradores de três Unidades de Conservação (UC) Estaduais gerenciadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A entrega foi realizada em comunidades da Zona Rural de Manaus e Iranduba, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) foram encaminhados para a comunidade indígena Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Aturiá-Apuauzinho (80 testes); para a comunidade Acajatuba, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro (100 testes); e para a comunidade Bela Vista, na RDS Puranga Conquista (20 testes). Esta é a primeira remessa de testes rápidos de Covid-19 feita pelo Governo especificamente para distribuição em territórios de Unidades de Conservação Estaduais, segundo explica o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

“A escolha dessas três comunidades para receber esta primeira remessa de testes pelo Estado ocorreu por conta da proximidade dessas áreas com a capital, que é o local de maior concentração do vírus. Com os resultados, será possível ter um melhor panorama da situação desses locais para articular as próximas decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia junto ao governador e os órgãos de saúde”, disse.

Os kits de testagem foram distribuídos nos polos base de atendimento. Na comunidade Três Unidos, os testes serão aplicados por profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (DSEI Manaus), enquanto nas demais comunidades a aplicação será administrada por profissionais da assistência básica das próprias prefeituras, que atuam dentro das áreas protegidas. Para a técnica em Enfermagem da DSEI-Manaus, Neurilene Cruz da Silva, a disponibilização dos testes é um importante aliado para conscientizar as populações tradicionais e indígenas do Baixo Rio Negro sobre a alta transmissibilidade do vírus.

“É muito importante termos os testes rápidos na comunidade, pois infelizmente ainda temos moradores que não acreditam que o vírus pode chegar na nossa aldeia e nas outras comunidades indígenas da região. Com os exames, quando alguém aparecer com os sintomas de Covid-19, nós conseguiremos identificar rápido e agir de forma mais assertiva para evitar complicações”, explicou Neurilene, que atua na comunidade Três Unidos.

Os resultados dos testes devem ser somados ao levantamento de casos de Covid-19 no Amazonas, realizado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Conscientização – O Tuxaua indígena da etnia Kambeba, Waldemir da Silva, de 61 anos, destacou que os indígenas da Comunidade Três Unidos encaram o momento de pandemia com muita conscientização sobre o distanciamento social.

“Aqui na nossa comunidade nós não pensamos no pior, sempre falamos de união e apoio para superarmos este momento difícil. Não está sendo fácil, pois sabemos que é uma doença perigosa, mesmo assim fizemos uma palestra de conscientização com os comunitários para fortalecermos a ideia de que o cuidado é necessário em todas as horas”, enfatizou o representante indígena.

O gestor do núcleo da FAS na comunidade, Rafael Sales, ressaltou que as visitas no local e nas demais Unidades de Conservação Estaduais estão suspensas por tempo indeterminado, para conter o avanço da Covid-19 entre as populações ribeirinhas e indígenas.

“A ideia é que as pessoas fiquem em suas casas, em Manaus, e os comunitários das Unidades de Conservação fiquem em suas comunidades, para que não haja uma contaminação em massa para todos ao redor. Sempre passamos as orientações para que as pessoas levem álcool em gel, máscaras e busquem ter o mínimo de contato possível com as pessoas da cidade, caso elas precisem sair da unidade”, disse Sales.

“Aliança contra a Covid-19 – A ação desta quinta-feira (21/05) faz parte da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, articulada pela FAS. A cooperação é realizada em conjunto com a Sema, Susam, universidades, empresas, organizações da sociedade civil e outras instituições públicas. “Os testes são muito importantes para que a gente possa diagnosticar os casos de covid e, a partir disso, seguir os protocolos médicos que recomendam o distanciamento social e para evitar o contágio”, afirmou Virgilio Viana, superintendente geral da FAS.”

Ações para populações indígenas – O Governo do Amazonas, por meio da Susam, está em articulação com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para viabilizar outras ações voltadas a indígenas residentes no interior do estado. Nesta quarta-feira (20/05), uma reunião foi realizada com representantes municipais de Saúde, do DSEI de São Gabriel da Cachoeira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Exército Brasileiro e de Organizações Não Governamentais (ONG), para a discussão de medidas emergenciais. Durante o encontro foi proposto pela Sesai a abertura de enfermarias em comunidades indígenas para que seja prestado o primeiro atendimento aos doentes. A secretária de Saúde Simone Papaiz colocou a estrutura de saúde do estado na região à disposição do Distrito e da Sesai para a execução dos planos de ação que estão sendo definidos pelo Governo Federal. Uma segunda reunião será realizada nos próximos dias para definir as ações.

Divisão de opiniões sobre regularização fundiária no Brasil marca seminário virtual sobre Projeto de Lei 2.633/2020

O seminário contou com a participação da sociedade civil, instituições governamentais e Poder Legislativo

O seminário virtual “Regularização Fundiária e suas Implicações na Amazônia: Projeto de Lei N.°2.633/2020 em Substituição à Medida Provisória Nº 910’’ reuniu, nesta segunda-feira (18), representantes do setor público e da sociedade civil para debater sobre o PL. A proposta pode tramitar em breve na Câmara dos Deputados e pretende modificar os requisitos e procedimentos de regularização fundiária de ocupações em terras da União. Está previsto para ser colocada na pauta de votação ainda nesta semana pelo presidente da casa, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM -RJ).

Correalizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN-Amazônia), relator do PL 2633/20, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e Movimento Ficha Verde, o seminário buscou reunir opiniões de atores sobre o PL que tem causado polêmicas tanto na Câmara como na sociedade civil.

Dividido em três painéis – “Perspectivas da sociedade civil e instituições governamentais”, “Processo Legislativo em Brasília”  e “Processo de contribuições da sociedade civil para o PL” –, o seminário mostrou, entre os participantes, que a prioridade das pautas da Câmara deveria ser a pasta da Saúde e não o PL 2.633/20.

“Houve avanço e há progresso no PL 2.633/20, mas em nosso entender neste momento em que as populações envolvidas têm outras preocupações, pois estão mais preocupadas em salvar suas vidas por conta da pandemia de Covid-19, sem uma devida discussão e sem as diferenças que precisam ser discutidas, essa regularização fundiária não irá separar o joio do trigo”, disse Rita Mesquita, representante do Movimento Ficha Verde.

O mediador do seminário e superintendente geral da FAS, Virgílio Viana, disse que houve mudanças importantes no texto do PL, entretanto, para que seja aprovado, precisa de que mais vozes sejam ouvidas tornando o projeto o mais democrático possível. “Já houve avanço nos textos do PL, eu mesmo fiz várias contribuições que tornam mais progressista o projeto, mas acredito que é necessário dialogar com mais setores tornando o PL o mais democrático possível”, explicou Viana. Durante o seminário, a FAS divulgou seu posicionamento completo sobre o assunto: acesse aqui.

Para Dione Torquato, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), o PL 2.633/20 não garante que terras e os modos de vida da populações tradicionais, indígenas e quilombolas sejam respeitados e assegurados.

“A exemplo da MP 910, com nova roupagem no PL 2.633/20, poderá intensificar conflitos fundiários e facilitar a grilagem de terras na Amazônia. Se o Poder Legislativo quer realmente fazer a regularização fundiária, que demarque as Terras Indígenas (TIs), que homologue as comunidades Quilombolas e assegure as terras para as comunidades agroextrativistas da Amazônia”, afirmou.

Segundo a especialista em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, esse texto não resolverá os problemas fundiários do país.

“A legislação, devido a sua complexidade, precisa ser debatida com o maior número de atores possíveis. Nós estamos na época errada para que esse PL seja votado e não será esse texto que resolverá os problemas fundiários do país”, explicou.

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) e relator do PL 2633/20, disse que os textos têm sido mal interpretados e a intenção do projeto é atender as partes envolvidas sem causar maiores danos.

“Eu quero propor um debate e estou aberto a todas as propostas e sugestões de ajustes ao texto. Nós sugerimos várias alterações, mas sem dúvidas, o texto precisa ser enriquecido, queremos que haja o mínimo de danos possíveis. Mas não é minha decisão a aprovação do PL, é decisão do presidente da Câmara”, disse o relator do projeto.

Com isso, o seminário foi encerrado com posicionamentos divididos, a grande maioria de mais da metade dos 77 participantes não apoia que a votação ocorra em meio à crise sanitária que o país enfrenta. Outra parte dos participantes que se posicionaram e acreditam que a pauta seja urgente, alegam que a questão fundiária esteve com pendência de mediações e ordenamento desde que se iniciaram as migrações para a Amazônia na década de 70.

Para quem não pôde acompanhar o seminário sobre o PL 2.633/2020, basta acessar o link no canal da FAS no YouTube: https://youtu.be/RJETq-dcvRI

Feira da FAS Virtual terá venda de pirarucu da RDS Mamirauá

Quatro toneladas de pirarucu manejado da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, em Fonte Boa, a 678 km da capital, estarão disponíveis para compra durante a primeira edição virtual da Feira da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que ocorrerá a partir do dia 21 deste mês.

A Feira da FAS Virtual tem a proposta de incentivar a economia criativa e fortalecer os pequenos negócios em meio a pandemia do novo coronavírus, garantindo uma plataforma online para exposição e venda de produtos.

A iniciativa também será uma alternativa para os amazonenses que não abrem mão do peixe na mesa, mas querem evitar as aglomerações das feiras. Os consumidores poderão fazer a reserva das peças de peixe na quantidade desejada e agendar a retirada na sede da FAS, que fica localizada na Rua Álvaro Maia, 351, no Parque 10. O processo será realizado de forma individual, seguindo todas orientações de prevenção contra a Covid-19.

Os preços variam conforme a peça do pirarucu.  Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro ou no cartão de débito.

Todo o peixe disponível é oriundo de pesca manejada e seria comercializado nas edições presenciais da Feira do Pirarucu na FAS, que foram canceladas em decorrência do avanço do novo coronavírus no Amazonas. Sem a viabilidade de realização do evento, o comércio virtual será garantia de renda para os pescadores e suas famílias, conforme destaca o Gerente do Programa Floresta em Pé, Edvaldo Corrêa.

“A Feira do Pirarucu oferece aos pescadores a oportunidade de vender seus produtos, o seu peixe, aqui na capital, sem a participação de atravessadores ou distribuidores. Com as medidas de distanciamento social, precisamos encontrar alternativas para assegurar que o pirarucu seja comercializado, ajudando a empoderar as comunidades ribeirinhas, especialmente neste momento. Ao comprar o peixe, o próprio consumidor contribuiu para o fortalecimento da cadeia produtiva do pirarucu de manejo e beneficia os pescadores e suas famílias”, afirma.

A venda do pirarucu tem autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com apoio do Programa Bolsa Floresta (BPF), por meio do Fundo Amazônia/BNDES.

Inscrições prorrogadas
As inscrições para quem deseja participar da Feira da FAS Virtual foram prorrogadas até terça-feira (12). Empreendedores criativos de áreas como artesanato, jardinagem, gastronomia, entre outros, podem se cadastrar gratuitamente através do site: www.fas-amazonas.org.
Será criado um catálogo online com os negócios cadastrados para ser divulgado nas redes sociais da feira e compartilhado com os empreendedores para a disseminação do conteúdo. Além de uma plataforma de divulgação de produtos, a iniciativa busca ser um movimento de incentivo ao consumo consciente e sustentável, destacando a importância de comprar diretamente de quem produz neste período de estagnação do comércio.
Para explicar o funcionamento da Feira da Fas Virtual, será realizada uma live no Instagram, neste sábado (9), às 11h, com a participação do coordenador do projeto, Gabriel Cavalcante. Empreendedores e consumidores poderão enviar suas dúvidas para serem respondidas na transmissão ao vivo, que ocorrerá paralelamente nos perfis @fasamazonas e @feiradafas.

 

Websérie resgata a cultura dos povos indígenas do Amazonas em cenário caótico por causa da pandemia do coronavírus

Divulgada toda segunda-feira, episódios abordam o envolvimento dos primeiros brasileiros em projetos de conservação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Mensagens de solidariedade estão vindo de várias partes do mundo, num apelo aos governantes: o coronavírus pode dizimar povos indígenas. A pandemia já afeta populações nas mais diversas regiões da Amazônia. Estima-se 83 indígenas com Covid-19, dez mortos e 502 comunidades e aldeias em estado de alerta. Além de um esforço coletivo para apoiar as populações isoladas, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) começa a divulgar, a partir desta segunda-feira, dia 11, episódios de uma websérie sobre projetos implementados envolvendo populações indígenas, especialmente para mulheres e jovens.

Segundo a gerente do Programa de Soluções Inovações da FAS, Gabriela Sampaio, a divulgação dos vídeos acontece no momento em que “precisamos garantir e enaltecer as tradições indígenas para que haja oportunidades iguais em relação à população não indígena, além de disseminar os ótimos resultados de projetos realizados”.

O primeiro episódio é do projeto “Jovens Empreendedores Indígenas: Empreender para Resistir”, que tem o objetivo de despertar a visão empreendedora entre as jovens indígenas que vivem no Parque das Tribos, em Manaus (AM), onde há uma concentração maior de populações indígenas, com aproximadamente 35 etnias, reduzindo a injustiça social, gerando alternativa de renda e criando uma sociedade mais inclusiva.

“Eu acho muito bonito ver os jovens apresentando suas iniciativas, vejo muito potencial neles. Eles precisam ser incentivados e pensar além do que já estão fazendo”, disse o consultor do projeto, André Baniwa.

Na opinião da indígena Mayara Sateré-Mawe, participante do projeto, as ações são importantes para dar visibilidade e mostrar que tem uma alternativa de renda, que pode perpetuar a cultura dos povos indígenas: “Com o artesanato, a gente trabalha a identidade cultural do nosso povo, as formas e expressões culturais, num contexto urbano de Manaus”, disse a estudante universitária.

O episódio do projeto, que teve apoio financeiro da Embaixada da Suíça no Brasil e foi co-realizado com a Rede de Mulheres Indígenas do estado do Amazonas (MAKIRA-ÊTA), pode ser assistido no canal da FAS no youtube.

Os internautas também poderão conhecer o episódio “Juventude Indígena, uma viagem à cultura e a história da comunidade Três Unidos”, que fica na Área de Proteção Ambiental Rio Negro e da comunidade Terra Preta, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista. O vídeo será lançado na próxima segunda-feira, dia 18, e é um projeto que apoia os jovens.

“Os jovens têm vergonha de se identificar como indígenas. Nossos jovens indígenas precisam se fortalecer na sua cultura tradicional, na sua terra”, afirmou o líder da Aldeia Três Unidos, Valdemir Kambeba.

Por último, o episódio “Agenda Indígena”, que será lançado na segunda-feira, dia 25 de maio, apresentará as estratégias da FAS para auxiliar no fortalecimento da identidade e das tradições, pensando de forma empreendedora com essas populações tradicionais do Amazonas. A iniciativa da FAS recebeu o financiamento da Embaixada da Suíça e do Bradesco, em cooperação estratégica com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas e apoio do Marika-Êta e Parque das Tribos.

Para acompanhar, acesse https://www.youtube.com/user/tvfasamazonas, toda segunda-feira.

Texto: Eunice Venturi
Foto: Larissa Martins

Adoção ao isolamento social e quarentena como medidas preventivas ao Covid-19 podem estar contendo avanço do contágio no Amazonas

O estudo está em fase de conclusão e é uma das ações da Aliança dos povos indígenas e populações tradicionais e organizações parceiras do Amazonas para o enfrentamento do coronavírus

A pandemia de Covid-19 tem mostrado a importância da comunidade científica e de uma de suas ferramentas, a estatística, como aliadas na análise da situação epidemiológica em várias partes do mundo. A quarentena e o isolamento social, medidas preventivas adotadas por vários países para conter a propagação da doença, segundo estudo estatístico da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), podem estar sendo eficazes na contingência dos casos de Covid-19 no estado. 

Inspirado nas análises feitas pelo cientista de dados brasileiro Maurício Feó, que mostram os casos de incidência da Covid-19 no Brasil e buscam explicar sua rápida propagação e a eficácia da quarentena, o estatístico da FAS, Rodrigo Silva, responsável pelo estudo, viu a necessidade de examinar as altas taxas de incidência da doença no estado do Amazonas e entender o quanto a quarentena pode ter contribuído para a redução de contágio e do quão mais grave a situação no Amazonas estaria caso a quarentena e o isolamento social  não tivessem sido adotadas como medidas preventivas.

“Se não fossem essas medidas, a situação no estado poderia estar muito pior. Como já foi comprovado por outros estudos, a quarentena e o isolamento social abrandam a disseminação da doença. No primeiro olhar ao gráfico, parece que o crescimento dos casos é apenas de forma exponencial, mas quando analisamos os números, é possível identificar que o crescimento em algumas datas é menos desacelerado do que em outras. O que pode explicar essa alteração são as medidas preventivas.”, explicou.

Após se debruçar na pesquisa dos dados, o estatístico compilou gráficos e os disponibilizou por meio da plataforma Power BI, onde é possível ver os números de casos confirmados e óbitos por data em escalas linear e logarítmica e projeções por meio de curvas exponenciais desde o primeiro caso registrado no Amazonas, em Manaus, no dia 13 de março.

Os dados do estudo têm como fonte o Ministério da Saúde e a plataforma colaborativa Brasil.io e são atualizados diariamente. O projeto está em fase de conclusão e assim que concluso, será disponibilizado no site https://fas-amazonas.org/. Além dos casos no Amazonas, Rodrigo tem trabalhado na compilação de gráficos com um recorte da situação epidemiológica de Manaus. 

O estatístico vê que esses números podem contribuir na tomada de decisões dos governantes locais e em como reagir a futuros cenários.   

“A situação em que estamos mostra o quão importante é a ciência para trazer soluções para a crise que estamos vivendo. Acredito que neste contexto, a estatística cumpre um papel fundamental para ajudar os governantes a criar estratégias de como enfrentar essa doença e de quando teremos o achatamento da curva dessa pandemia no estado, que infelizmente, está acontecendo de forma lenta”, afirma.

Aliança dos povos indígenas e populações tradicionais e organizações parceiras do Amazonas para o enfrentamento do coronavírus

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” é liderada pela pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e conta com o envolvimento de 49 instituições públicas e da sociedade civil para ações de prevenção ao Coronavírus junto a 19 mil famílias, e você também pode fazer parte. 

Sistema de telessaúde vai ajudar na identificação de casos suspeitos de Covid-19 em comunidades remotas da Amazônia

O serviço faz parte do plano de ação da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”

Mais um importante passo foi dado para apoiar as comunidades do interior do Amazonas no enfrentamento ao Coronavírus. Na última semana, as instituições que integram a “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, que tem a coordenação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), reuniram-se para acertar os detalhes da parceria que oferecerá treinamento para profissionais de saúde.

A primeira comunidade a receber os serviços de telessaúde será a comunidade indígena Três Unidos, localizada a 60 km de Manaus, onde foram registrados 14 casos de Covid-19. O treinamento para navegação do sistema telessaúde será oferecido para agentes comunitários de Saúde (ACSs) e técnicos de enfermagem, além de gestores dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCSs) da FAS. A formação alcança profissionais das comunidades Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e a comunidade indígena Três Unidos, que fica na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, ambas no município de Iranduba e as comunidades do Bauana e Campina, que ficam na RDS Uacari, município de Carauari.

Segundo a professora da UEA, Marianna Brock, inicialmente, o serviço de telessaúde será para empoderar indígenas e ribeirinhos acerca da pandemia por meio de informação segura, rompendo com mitos e esclarecendo dúvidas.

“Nós acreditamos que levar informação por meio da educação é uma forma de prevenir ribeirinhos ou indígenas acerca da pandemia de Covid-19. Inicialmente vamos oferecer palestras sobre temas importantes para os comunitários. Também iremos disponibilizar um profissional da área de saúde para sanar dúvidas acerca de como limpar os objetos em casa, como lavar as mãos e os alimentos; o telessaúde será um polo de informação, muito importante para combater o avanço da doença”, explicou  Brock.

O serviço de telessaúde é uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus e a FAS. Além do treinamento, ainda na primeira semana de maio, serão disponibilizadas máscaras de proteção, vídeos serão compartilhados de mensagens ensinando como fazer máscaras de proteção aos comunitários, além de materiais informativos.

Para a Superintendente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, Valcleia Solidade, essas ações visam diminuir os impactos da pandemia nas comunidades ribeirinhas e indígenas e que só são possíveis graças aos parceiros que estão na aliança, desde a capital até o interior. “Essa ação busca dar atendimento imediato para os casos suspeitos de Covid-19 para que, ribeirinhos e indígenas, não tenham a necessidade de se deslocar até Manaus. Mas isso só está sendo possível graças aos parceiros da aliança que estão na ponta, colocando em execução essas ações”, afirmou Valcleia.

Sobre a aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, tem a coordenação da FAS e a participação de 44 instituições públicas e privadas, além de empresas e doadores. Reuniões semanais são realizadas com a participação de todos os membros para planejar e executar as ações de contenção do novo coronavírus (Covid-19) em comunidades ribeirinhas e indígenas localizadas nas Unidades de Conservação (UC) do estado do Amazonas. Para conhecer todos os membros da aliança, acesse www.fas-amazonas.org. Nesse mesmo site é possível acessar o canal de doações para que a aliança amplie sua abrangência e número de beneficiários.

Com apoio da Petrobras e FAS, Marcelo Rosenbaum lança produtos da Amazônia durante feira on-line

Produzida na comunidade do Tumbira, que fica da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, a coleção foi lançada em evento on-line. Na terça-feira, dia 5 de maio, às 19h (horário de Brasília) haverá uma live no instagram (@mrosenbaum) para falar sobre o projeto e a coleção. 

A pandemia do Coronavírus vem trazendo inúmeros impactos econômicos. Também é assim com comunidades isoladas do Amazonas onde o turismo era uma alternativa de renda, agora fortemente impactada. Por isso, a Coleção Tumbira, lançada na próxima semana, é composta por vasos esculpidos em torno, utilizando madeira proveniente do manejo sustentável. As peças foram criadas por Marcelo Rosenbaum e Fernanda Marques, em colaboração com o artesão Manoel Garrido, da comunidade Tumbira, e é uma ação do Projeto Amazonas Sustentável correalizada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e o Instituto A Gente Transforma, em parceria com a Petrobras.

O lançamento da coleção será na edição on-line da Feira na Rosenbaum, que acontece de 1 a 4 de maio. As peças estarão à venda no e-commerce da Feira (feiranarosenbaumloja.com.br) e pelo perfil da Feira no instagram (instagram.com/feiranarosenbaum). Às margens do Rio Negro, está localizada a comunidade de Tumbira, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, no estado do Amazonas. A partir de uma análise do potencial local, o Instituto A Gente Transforma propôs o uso do resíduo da madeira proveniente do manejo sustentável para a criação de um projeto que contribuísse com o desenvolvimento da comunidade.

No Tumbira, a equipe conheceu o artesão Manoel Garrido, artesão que transformou a oficina que já pertenceu ao pai – um conhecido construtor de barcos da região – em uma marcenaria, com direito a um torno único, uma invenção do próprio Manoel, feito com o motor de caminhão. Nessa oficina, de onde já saíram barcos que navegaram por toda a Amazônia, que nasceu a Coleção Tumbira, vasos esculpidos em torno com madeira sustentável.

Todo o processo de criação das peças da Coleção Tumbira foi baseado na troca, colaboração e compartilhamento. Marcelo convidou a arquiteta Fernanda Marques para conhecer a comunidade e colaborar no projeto, ao lado de Manoel Garrido. A partir deste encontro, nasceu a coleção de vasos esculpidos em um torno. Como parte do Projeto Amazonas Sustentável, o lucro gerado pela venda das peças retorna para o Tumbira representando uma nova e importante fonte de renda para a comunidade.

Fotos: Loiro Cunha

Feira da FAS realiza edição virtual para apoiar empreendedores criativos durante a quarentena

Para incentivar a economia criativa e fortalecer os pequenos negócios, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) realizará a primeira edição da Feira da FAS Virtual, uma plataforma online de exposição e vendas para contemplar empreendedores que estão sofrendo diretamente as consequências da estagnação do comércio diante da pandemia do novo coronavírus. As inscrições são gratuitas e começam nesta quinta-feira (30) (CLIQUE AQUI).

Sem a possibilidade de participar de feiras presenciais, por conta das medidas de isolamento social, nas quais vendem a maioria dos seus produtos, os empreendedores criativos têm se reinventado e buscado alternativas como as redes sociais e a oferta de delivery para continuar funcionando. Além de uma plataforma de divulgação de produtos, a Feira da FAS Virtual tem a proposta de ser um movimento de incentivo ao consumo consciente e sustentável, destacando a importância de comprar diretamente de quem produz neste período.

O processo de cadastramento é voltado para pequenos negócios de áreas como decoração, papelaria artesanal, bijuterias e acessórios, vestuário, colecionáveis, pets, jardinagem, gastronomia, entre outros. Com os dados, a organização do evento criará um catálogo online que será divulgado nas redes sociais da feira e compartilhado com os empreendedores para a disseminação do conteúdo.

Segundo um dos coordenadores do projeto, Gabriel Cavalcante, a iniciativa facilita a conexão direta entre os consumidores e os pequenos negócios neste período em que a orientação é ficar em casa. “A Feira da FAS Virtual será um canal de comunicação entre o empreendedor e o público. Muitas pessoas que visitam a Feira da Fas regularmente entram em contato conosco por meio das redes sociais para perguntar o contato de algum expositor ou se conhecemos alguém que vende determinado produto. O catálogo online tornará muito mais fácil para o consumidor o processo de encontrar o negócio do qual ele gostaria de comprar algo”, explica.

Para quem tem interesse em apoiar os pequenos empreendedores durante a pandemia, a plataforma garante mais conveniência e segurança nas compras, uma vez que não será necessário se deslocar, pois terá a entrega através de delivery. Também vai contribuir com a manutenção de empregos na medida em que ajuda a fortalecer o setor que luta com mais dificuldade no cenário econômico atual.

“É preciso criar uma verdadeira rede de apoio para que os pequenos possam se fortalecer neste momento. Promover esse tipo de consumo gera ganhos para todos, pois contribui para movimentar a economia local”, destaca Cavalcante.

As inscrições para participar da feira virtual ficam abertas até o dia 7 de maio e o catálogo com os empreendimentos cadastrados deve ser divulgado no dia 18 de maio, através dos canais de comunicação da FAS e nas redes sociais da feira (@feiradafas). Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: feiradafas@gmail.com.

*Sobre a Feira*

Considerada um dos principais eventos de economia criativa de Manaus, a Feira da FAS é parte da Coordenadoria Cidades Sustentáveis da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que lidera projetos com foco em conceitos de melhoria da cidade e sustentabilidade urbana, a partir da mobilização social e engajamento.

Em prol dos povos indígenas e populações isoladas do Amazonas, Christiane Torloni e Márcia Novo farão live no próximo domingo (26)

Com as lives tornando-se um fenômeno na internet, em tempos de #fiqueemcasa, as ações coordenadas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) ganham um apoio de peso.

Uma atriz de renome nacional e uma das maiores cantoras do Amazonas. Juntas, Christiane Torloni e Márcia Novo farão uma live no próximo domingo, dia 26 de abril, no instagram @christorloni, às 17h (horário de Brasília). A ação tem o objetivo de arrecadar recursos para minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus entre povos indígenas e populações tradicionais do Amazonas.

“O apoio da Christiane Torloni e da Márcia Novo traz uma mensagem especial de duas mulheres que conhecem de perto a realidade e a alma da Amazônia e do Brasil. São vozes que falam da essência das nossas utopias e dos desafios dos nossos fazimentos em prol dos povos indígenas, populações tradicionais e demais segmentos que merecem atenção especial”, afirmou o superintendente geral da FAS, Virgílio Viana.

Segundo dados do G1 Amazonas, o estado tem hoje a maior incidência de casos da Covid-19 em relação ao total da população. São 521,16 casos para cada 1 milhão de habitantes. Essa situação é mais vulnerável entre populações tradicionais e comunidades indígenas que moram em locais remotos sem internet, sem informação, sem médicos.

Por isso, a “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus” está disseminando e estimulando a adoção de boas práticas para reduzir os riscos de contágio, oferecendo produtos básicos para 19 mil famílias (rurais e urbanas) e estabelecendo condições mínimas de atendimento remoto e transporte de pacientes graves.

Ajuda às populações isoladas já tiveram início

No último sábado, dia 18, profissionais da FAS deslocaram-se até a Comunidade Terra Preta, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, para entregar 39 cestas básicas. Para evitar contato com os moradores, os membros da FAS deixaram as cestas no porto da comunidade para serem resgatadas pelos moradores posteriormente. Desde a saída do Porto de Manaus até a chegada na comunidade, distante 1h30 da capital, a equipe usou máscaras de proteção e álcool em gel como determinam os protocolos internacionais de prevenção ao vírus. Outras ações de distribuição de cestas básicas e distribuição de kits de higiene estão sendo organizadas, com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

Como ajudar?

Para contribuir com ações de prevenção e atendimento de saúde para 19 mil famílias em comunidades remotas da Amazônia, apoie a “Aliança para o enfrentamento da crise do novo Coronavírus para as populações ribeirinhas e povos indígenas do Amazonas”, acesse welight.io/combate-covid-no-am. A aliança é coordenada pela FAS e tem a participação de 41 instituições públicas, privadas e da sociedade civil.

Quem são os membros

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Fundação Rede Amazônica (FRA), Instituto Amigos da Amazônia, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVA), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT), Fundação Nacional do Índio (Funai) Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Aliança de Bioeconomia da Amazônia (ABio), Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), Faculdade Nilton Lins, Prefeitura de Carauari, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Tefé, Uarini, Iranduba, Manicoré, Fonte Boa e Novo Aripuanã. Central de Usuários e Moradores da Reserva Amanã (Camura), Associação Agroextrativista das Comunidades da RDS do Uatumã (AACRDSU), Central das Associações Agroextrativistas de Democracia (CAAD), Associação dos Produtores Agroextrativistas da Floresta Estadual de Maués do Rio Parauari (Aspafemp), Associação das Comunidades Sustentáveis do Rio Negro (ASCRN), Associação de Moradores e Entorno da Rds Piagaçú-Purus (Amepp), Associação de Povos e Comunidades Tradicionais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista (APCT-RDS Puranga Conquista), Associação dos Moradores Agroextrativistas do Rio Gregório (Amarge), Associação dos Moradores e Amigos da RDS do Juma (Amarjuma), Associação dos Moradores e Usuários da Rds Canumã (Amurdesc), Associação dos Moradores e Usuários da Reserva Mamirauá – Antônio Martins (Amurmam), Associação dos Produtores Agroextrativista da RDS do Rio Madeira (Apramad) Marriott, Lojas Americanas e Natura.