O serviço faz parte do plano de ação da “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”

Mais um importante passo foi dado para apoiar as comunidades do interior do Amazonas no enfrentamento ao Coronavírus. Na última semana, as instituições que integram a “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, que tem a coordenação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), reuniram-se para acertar os detalhes da parceria que oferecerá treinamento para profissionais de saúde.

A primeira comunidade a receber os serviços de telessaúde será a comunidade indígena Três Unidos, localizada a 60 km de Manaus, onde foram registrados 14 casos de Covid-19. O treinamento para navegação do sistema telessaúde será oferecido para agentes comunitários de Saúde (ACSs) e técnicos de enfermagem, além de gestores dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCSs) da FAS. A formação alcança profissionais das comunidades Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e a comunidade indígena Três Unidos, que fica na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, ambas no município de Iranduba e as comunidades do Bauana e Campina, que ficam na RDS Uacari, município de Carauari.

Segundo a professora da UEA, Marianna Brock, inicialmente, o serviço de telessaúde será para empoderar indígenas e ribeirinhos acerca da pandemia por meio de informação segura, rompendo com mitos e esclarecendo dúvidas.

“Nós acreditamos que levar informação por meio da educação é uma forma de prevenir ribeirinhos ou indígenas acerca da pandemia de Covid-19. Inicialmente vamos oferecer palestras sobre temas importantes para os comunitários. Também iremos disponibilizar um profissional da área de saúde para sanar dúvidas acerca de como limpar os objetos em casa, como lavar as mãos e os alimentos; o telessaúde será um polo de informação, muito importante para combater o avanço da doença”, explicou  Brock.

O serviço de telessaúde é uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus e a FAS. Além do treinamento, ainda na primeira semana de maio, serão disponibilizadas máscaras de proteção, vídeos serão compartilhados de mensagens ensinando como fazer máscaras de proteção aos comunitários, além de materiais informativos.

Para a Superintendente de Desenvolvimento Sustentável da FAS, Valcleia Solidade, essas ações visam diminuir os impactos da pandemia nas comunidades ribeirinhas e indígenas e que só são possíveis graças aos parceiros que estão na aliança, desde a capital até o interior. “Essa ação busca dar atendimento imediato para os casos suspeitos de Covid-19 para que, ribeirinhos e indígenas, não tenham a necessidade de se deslocar até Manaus. Mas isso só está sendo possível graças aos parceiros da aliança que estão na ponta, colocando em execução essas ações”, afirmou Valcleia.

Sobre a aliança

A “Aliança dos Povos Indígenas e Populações Tradicionais e Organizações Parceiras do Amazonas para o Enfrentamento do Coronavírus”, tem a coordenação da FAS e a participação de 44 instituições públicas e privadas, além de empresas e doadores. Reuniões semanais são realizadas com a participação de todos os membros para planejar e executar as ações de contenção do novo coronavírus (Covid-19) em comunidades ribeirinhas e indígenas localizadas nas Unidades de Conservação (UC) do estado do Amazonas. Para conhecer todos os membros da aliança, acesse www.fas-amazonas.org. Nesse mesmo site é possível acessar o canal de doações para que a aliança amplie sua abrangência e número de beneficiários.